16 outubro 2017

Terminei: Tomb Raider Legend

Você sabe aquele jogo que não te dá tanta vontade assim de jogar mas que quando começamos a jogar nos divertimos, apesar dos pesares e acabamos jogando por mais tempo do que poderíamos, perdendo assim a hora, ou indo dormir mais tarde do que deveríamos? Pra mim a maioria dos jogos da série original de Tomb Raider são assim.
Essa trilogia eu tenho, os jogos não as mulheres.
Indo nesse pensamento, fui comprando praticamente todos os jogos da série original que tem na loja da XBox Live por preços lindos e promocionais, sério, não paguei mais de 10 Healls em nenhum deles. De fato, de todos os jogos Tomb Raider, o único que me falta é o Raise Of Tomb Raider, se quiser me presentear com uma cópia, aceito de bom grado.
Enfim, nessa semana estava fuçando na minha biblioteca, a procura de algo diferente do que vinha jogando e decidi jogar Tomb Raider Legend, esse jogo produzido pela Crystal Dynamics e publicado pela Eidos Interactive para uma caralhada e meia de plataformas em 2006.
Foto estratégica para mostrar dois grandes detalhes.
Esse jogo é lindo, os movimentos da Lara (sou intimo dela e por isso não preciso usar seu sobrenome) são todos detalhados e ela tem muitos movimentos, saltos, animação toda certinha para puxar as armas e por aí vai... Mas o que é muito  bonito, nem sempre é tão funcional, em trechos de chefes onde é necessário ser rápido para sacar armas e guarda-las para usar o gancho, toda essa linda movimentação só atrapalha e atrasa, te fazendo morrer até o cu fazer bico sendo que muitas vezes a culpa não é exatamente sua, o que vai te deixar com um ódio inexplicável pela humanidade. Aliás, o jogo não é difícil, ele tem uma dificuldade acentuada com algum desafio aqui e alí mas nada hardcore, porém, muitas mortes aqui se dão por conta de bugs e cagadas da personagem em si, o que é um cu e me deixou muito contente em vê-la morrendo, o que me levou a um paradoxo sem fim.
Se fizessem um jogo só com essa parte de moto eu jogaria mas jogaria muito.
Mas cheguei ao fim dessa bagaça, passei por bosses (plural de boss, my inglish is fucking power special), por buzzles desafiadores, ou nem tanto já que sou burro, e por bugs e terminei. Terminei para ver um fim que mais parecia aqueles fins que diretores dão a filmes que terão continuação. Sabe aqueles filmes onde chega ao fim e a heroína fala algo do estilo "ainda temos muito a fazer, como descobrir quem roubou meu wi-fi e puni-lo com prazeres nasais!" 
Lembra que falei do gancho em algum ponto do texto que não lembro mais?
Pois é, o fim de Tomb Raider Legend é esse tipo de fim com o grande clímax acabando num fim incompleto que te deixa mais decepcionado que ter um boquete que foi pago adiantado interrompido,  mas mesmo assim é um game e como um game ele me divertiu, apesar dos pesares pesarosos e desprazerosos.

13 outubro 2017

5 Minutos - 3 - Alex Kidd In Miracle World

Depois de um tempo de férias, voltamos com um gameplay de um clássico absoluto. Alex Kidd In Miracle World é um clássico, ame ou odeie, esse fato você deve aceitar.
Esse jogo de plataforma, lançado em 1986 para Master System, foi desenvolvido pela própria Sega (sendo que a Tectoy fez todo o trabalho de localização para o Brasil, traduzindo a porra toda para PT-Hue-BR) e de certa forma estava um pouco a frente de seu tempo, pois aqui é possível usar diversos veículos e itens, coisa muito pouco explorada em jogos de plataforma da época.
Enfim, espero que se divirtam com mais esse 5 Minutos e nos vemos no próximo post... Sim eu vejo você, tira essa mão de dentro da roupa íntima!

12 outubro 2017

Hoje Eu... Assisti e Ouvi: The Templar Renegade Crusades - HammerFall

E aí filhos do metal. Venho hoje falar que Hoje Eu... assisti e ouvi o DVD The Templar Renegade Crusades do HammerFall, os outros filhos do metal.
Se você é um bastardo do metal que não sabe que diacho de DVD é esse, fique sabendo que é uma copilação de gravações ao vivo, clips, vídeos dentro da gravação de álbuns, de backstage e tudo que é porra que aconteceu com a banda até o ano de 2002, onde foi lançado o DVD. Tem até a passagem dos caras por aqui no Brasil, tomando água de coco em praia do Rio De Janeiro.
Como já disse, e você tem que prestar atenção ao que eu já disse para não se perder no texto e achar que eu já disse o que não disse, o DVD é bem completo. De tão completo começa na gravação de I Want Out pro álbum Legacy Of Kings. Nesse iniciozinho, contamos com uma minientrevista com Kai Hansen (Helloween/ Gamma Ray/ Iron Savior/ Unisonic), que nesse som participa com vocal, guitarra, teclados e lanchinhos... voltando a entrevistinha, nela ele fala que o HammerFall é o que há de novo no metal.


Pensando no que um dos maiores mestres do metal fala naquela época, realmente o HammerFall era o que melhor havia de novo (na verdade nem era tão nova a banda assim já que estava em seu terceiro álbum de estúdio naqueles tempos), a banda surgiu sem trazer muito de novo porém reciclando e misturando muito bem tudo que o metal criou até então. Suas influencias estão todas nas suas musicas e tratadas com muito respeito, não só nisso, em toda a mitologia da banda você pode sair captando influencias e referencias que fazem lágrimas rolarem nas ceroulas do Capitão América... ele é um tiozão de mais de 70 anos, certeza que usa ceroulas e não cueca boxer da moda. 
Voltando ao HammerFall, na liga que compõe o metal da banda podemos encontrar Manowar, Judas Priest, Helloween, Accept e Iron Maiden, entre outras. Todas essas influencias estão claras e eles não tentam nem mesmo esconder pois fazem covers cheios de qualidades dessas bandas, porém é aqui que o HammerFall mostra sua grande qualidade, tudo isso misturado e incorporado ao som dos caras não deixa a musica deles sem identidade, pelo contrário, é preciso ouvir pouco pra saber que aquela composição é da banda.
Isso que o HammerFall fez de não inventar a roda mas colocar uns bons rolamentos nela deu um novo fôlego ao heavy metal no início dos anos 2000, talvez o que seja preciso para o heavy metal voltar a ter pique seja isso, que as bandas novas que estão surgindo parem de tentar inventar uma roda quadrada e apenas coloquem rolamento naquele velho modelo que funciona tão bem.

10 outubro 2017

Review23: Demanufacture - Fear Factory (Remaster de 2005)

Mídia: Relançamento De Álbum de Estúdio
Banda: Fear Factory
Álbum: Demanufacture
Ano: 2005 (1995)
Selo: Roadrunner/ Sum Records
Roubando um trecho de um texto contido no encarte do CD, descrever uma fudendo obra-prima em poucas palavras é difícil.
Para te situar, caso não conheça essa banda ou álbum, Demanufacture é o segundo álbum de estúdio do Fear Factory, lançado em 1995, foi um marco para o metal como um todo, sendo um dos pioneiros do metal industrial. Saporra influenciou muita banda que veio depois.
O álbum original continha 11 musicas, depois outras duas versões de lançamentos mundiais trouxeram mais 3 musicas bônus, todas essas 14 musicas foram reaproveitadas nesse relançamento, ganhando o acréscimo de mais 3.
Deixe-me explicar melhor, estou falando aqui do relançamento de Demanufacture feito em 2005. Essa versão em CD vem em digipack, contendo 2 CDs, o remaster do Demanufacture, contendo as 17 musicas que já citei e um segundo CD contendo o Remanufacture (Cloning Technology), um álbum de remix das musicas originais em parceria de Junkie XL, lançado pela banda em 1996.
O álbum original é paulada sobre paulada, começando por Demanufacture uma porrada que deixa claro o que se encontrará no resto do álbum começando com uns ruídos maquinários e uma pedaleira dupla estuprante antes de tudo, segue-se Self Bias Resistor com um riff matador e uma brutalidade sem tamanho nas palhetadas, Zero Signal que cria uma aura desde sua introdução e Replica, o grande single do álbum que teve até clip vinculado ao jogo Test Drive 5, mostrando a mentalidade de que somos a todo momento violados por nossa tecnologia. New Breed, outro single do álbum, deixa claro o que a banda é "Somos a nova cria/ Somos o futuro", Dog Day Sunrise vem em seguida e é um cover da banda Head Of David, Body Hammer mostra o quanto o vocal é flexível mudando o tom e estilo de vocal facilmente. Flashpoint traz um tom de desabafo, H-K (Hunter-Killer) uma porrada que traz muito de thrash metal em seu DNA, Pisschrist chega com sua critica ao cristianismo e A Therapy For Pain fecha a parte das musicas originais do álbum com chave de ouro, envolta em uma crosta de chumbo, com uma sonoridade que remete e muito ao doom.
Chegamos assim a fase bônus do CD 1, Your Mistake destoa um pouco das faixas que vinham se seguindo mas isso não é ruim, é uma puta musica, um cover do Agnostic Front, o que prova que é foda até o osso. ¡Resistancia! é o lado grinder da porra toda, rápida e fugaz, e Concreto com o vocal mais diferente que Burton C. Bell faz aqui, traz um tanto de death metal nisso. New Breed dá as caras novamente em um remix meio que desnecessário, seguido por Manic Cure, um som totalmente voltado ao eletrônico e um remix de Flashpoint que me remete muito a hip hop.
Como já disse, o CD 2 é o álbum remix Remanufacture com 4 músicas bônus. Aqui encontraremos remix das musicas do Demanufacture, as musicas possuem nomes diferente mas são apenas remix em batidas eletrônicas das musicas originais, algo que não faz muito minha cabeça apesar de serem boas para quem pretende fazer alguma discotecagem, no resto não é tão interessante mas vale como elemento de coleção.
A arte de capa é linda e em versão digipack fica ainda mais bonito já que a capa pode ser inteiramente aproveitada, sendo que o tema central do álbum a capa deixa claro: a automatização da vida, o homem moderno se entregando as máquinas. O encarte além das letras das musicas do álbum original (as musicas bônus não tem letra no encarte) traz um texto documental do jornalista Jason Arnopp e um bate papo da banda, e fechando a parte textual Junkie XL com um resumo de sua experiencia com a banda. Além dessa enxurrada de textos, encontramos fotos documentando a época do lançamento do álbum, de fotos da banda fazendo pose divosa á fotos de shows e capas de revistas e coisas do nível, tudo para documentar a grandiosidade disso aqui.
A versão que tenho é importada da Argentina, já que a nacional está fora de catálogo, sendo assim, tive que pagar um tanto caro mas valeu a pena pois pra boa arte, não há preço. 
Apesar de algumas coisas desnecessárias, esse álbum é um marco que caso não tenha ouvido, deve tirar uma hora para apreciá-lo e curtir e em um futuro investir pois lhe garanto que vai curtir.

08 outubro 2017

Hoje Eu... Joguei: Destiny

Fala meus lindorosos. Nesses dias saiu a noticia de que o conteúdo exclusivo dos Playstations no Destiny seria finalmente lançado nos XBox. Como sou dono de um XBox 360 e a versão desse jogo que possuo é dele, fui conferir saporra e por isso Hoje Eu... joguei Destiny.
Joguei e posso ser bem sincero que, não encontrei porra nenhuma de novo!
Porra nenhuma mesmo!
"Encontrei nada, estou no meio de nada."
Em Destiny há 3 classes, e por consequência acabei criando um personagem em cada uma delas, sendo que acabei usando os 3 slots que o jogo concede. O personagem mais forte que tenho é da classe Titan que está no nível 40 (o mais alto possível na versão old gen do game, pois a Bungie acha que os pobres não merecem chegar ao nível máximo) e usei ele para ver se há alguma coisa no jogo todo liberado.
Titan EXO meramente ilustrativo.
Não sei se essas DLCs foram lançadas apenas para XBox One e a Bungie e Activision esqueceram que lançaram o jogo para XBox 360, ou se ainda está para lançar essas DLCs, ou eu que sou burro e míope demais para encontrar, mas o fato é que eu não encontrei nada de novo ali.
Assim como eu, acredito que muita gente resolveu jogar o game por conta dessa noticia pois os mapas e pontos sociais do jogo estavam cheios como a muito não tinha visto. Não que os mapas estão vazios como alguns seres da mídia gamer apitam, é possível encontrar partidas multiplayer facilmente mas não está mais lotado como antes estava.
Sendo assim, resolvi me divertir jogando no multiplayer e foram boas 3 horas gastas trocando tiro com pessoas do mundo todo pois ô joguinho gostoso. Cada jogo tem um atrativo, em Destiny, o atrativo dele (pelo menos para mim) é a qualidade do tiro das armas. Você sente a diferença de fato de arma para arma, também sente a diferença de sub-classe para sub-classe (além das 3 classes que falei ali em cima, em cada uma delas tem uma sub-classe que em cada classe se comporta de um jeito) e acima de tudo isso, tem uma jogabilidade simples, você não precisa saber falar latim para jogar, apenas precisa de prática e a simplicidade é sempre algo louvável porque menos é sempre mais.
Minhas classes classudas.
Enfim, esse sistema de exclusivo ou momentaneamente exclusivo do mundo dos games de hoje em dia é ridículo, nenhum outro tipo de arte aceitaria (duvido que cinéfilos aplaudiriam um estúdio que lança-se um filme apenas para uma marca de DVD, duvido que fans de música aceitariam a sua banda do coração lançando o novo álbum apenas para um formato), porém os gamers, com esse esquema de fanboyolagem, aceitam e aplaudem isso. Não falo aqui de uma empresa ou outra, falo de um todo, é ridículo eu ter um amigo que possui um console da mesma geração que eu e o mesmo jogo e não poder jogar com ele apenas pelo fato de uma empresa não querer dividir o modo online com a outra. Nessa briguinha toda, só quem perde é o usuário que apesar de pagar e pagar caro pelo console e jogo, não tem o direito de ter acesso a 100% do jogo e rede de jogadores dele e ainda acha agradável esse tipo de atitude