19 maio 2018

Wallpaper: Dagorlad

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05 maio 2018

Terminei: I Am Alive

E ae vocês tudo. Espero que estejam bem, eu estou um tanto quanto melancólico, minhas ferias acabaram e estou mais velho... Ok, você não veio até aqui para ler reclamações e lamúrias mas respeite minha dor. Ou não, eu sei que ambos não ligamos.
Falando em melancolia, vou falar do ultimo jogo que terminei, I Am Alive, jogo que foi inicialmente programado pela Darkworks, passando para a Ubisoft que no fim o publicou em 2012 para Playstation 3, XBox 360 (versão que joguei) e PC. Acredite, isso é tristeza pura, tanto por querer e também acidentalmente.
Falar primeiro da parte intencional da penúria. A história e a ambientação do jogo são tristes, uma cidade devastada por algum tipo de evento que deixou como sequela uma névoa tóxica no solo. Tudo são cinzas e o cinza predomina na paleta de cores e nos valores morais.
Aqui o seu personagem não é exatamente um herói, ele é um sobrevivente a procura de sua família, tendo que interagir com outros sobreviventes, sendo que alguns estão tocando o terror, outros protegendo seu território e há ainda aqueles que nem querem problemas mas em um ambiente sem leis são obrigados a duvidar de você e caso ultrapasse seus limites, precisam se defender... Não posso deixar de citar ainda os que precisam de algum tipo de ajuda, que caso você resolva bancar o humanista e doar algum escaço item de sobrevivência, ganhará uma fita para usar na sua câmera, uma espécie de karma bom já que essa fitas funcionam como continues. Isso mesmo, continues, aqui quando se morre, para voltar do ultimo checkpoint é necessário usar uma dessas fitas, como se estivesse regravando a cena em questão, caso acabem, volta pro início do capitulo e começa tudo de novo.
A história é toda contada do ponto de vista do que foi filmado nessa câmera do nosso personagem, em forma de diários de sua busca. Sendo que sempre está claro que há alguém assistindo até chegarmos a um final estarrecedor.
Mas deixando os spoilers de lado e voltando ao gameplay, outra coisa a salientar é o fato de podermos blefar e os outros sobreviventes também. Como já falei e repetirei, as balas são escassas e por isso você vai andar por muitas vezes com uma arma sem munição, isso não quer dizer que os inimigos saibam, ou seja, ao apontar a arma para alguém, mesmo sem nem uma bala Juquinha, fará com que o adversário se renda. Em caso de um bando, o que você apontar a arma paralisa e fica te enrolando, enquanto os outros, claramente duvidando que esteja munido, vão ganhando espaço para tentar te surpreender. Alguns sobreviventes, principalmente os que não querem altas confusões, vão te apontar armas e pedir para que saia do seu território, algumas vezes essa arma pode estar sem munição também.
Tudo que falei aqui da a impressão que é um jogo incrível e é aí que chegamos a tristeza involuntária. 
Toda a idéia do jogo é genial, porém, extremamente mal executada. Os controles são falhos e muitas vezes rola um atraso nos comandos, o que fode ainda mais as coisas por conta das partes de escalamento, a inteligência artificial dos inimigos não é das melhores e é mais fácil ganhar os embates por conta de suas falhas de programação do que em batalha do modo que o jogo propõe. Os gráficos são ruins, lembrando ser da geração anterior a que ele foi lançado. Os personagens se movem de uma maneira dura, parecendo que estão andando com uma pedra de gelo em seus genitais. 
Quando pensamos em toda essa coisa de blefe, esperamos uma boa expressão no rosto dos personagens, seria bem legal tentar estudar pelos seus rostos o que escondem ou não, maaaaaas os bonecos do GI-Joe que brincávamos quando criança nos demonstravam mais credibilidade cênicas do que os personagens desse jogo. Todo mundo tem a mesma expressão em todo momento, aquela cara de OK saca? Daí você aponta uma arma pra um e ele OK, você vê alguém desesperado por estar sendo mantido refém e OK, você vê outro com a mãe morrendo por falta de medkit mas OK, você enfia um tiro no cu do cidadão e OK!
Vou dizer exatamente o que pensei ao terminar esse jogo: 
"Porque a porra da Ubisoft não financia um reboot dessa porra para ele ser lançado como deveria ser?"
Se tudo nele acontecesse como deveria, iria se tornar uma franquia importantíssima. A história é legal, os dramas morais e toda a decadência que encontramos são muito interessantes mas nem sempre bem abordados. Toda a idéia do gameplay é única, apesar de conter alguns clichês. 
A maturidade desse jogo o colocaria fácil ao lado de outros jogos como Last Of Us que exploram temas mais adultos. Porém, infelizmente, não foi e parece que nunca será trabalhado como deve.
Uma pena. Fico por aqui ainda mais melancólico por isso.

20 abril 2018

Hoje Eu... Li: A Batalha Do Apocalipse - Da Queda Dos Anjos Ao Crepúsculo Do Mundo

E ae galerinha, voltei e voltei para falar de literatura de qualidade e o mais interessante, nacional.
Quando pensamos em literatura brasileira, logo pensamos nos clássicos romances, ou poemas ou ainda mesmo livros de YouTubers que nos envergonham quando recebem o aclamado nome de best-sellers. Fantasia é um gênero que nem chega em nossa mente perniciosa mas Eduardo Spohr foi lá e fez uma obra que está mudando esse cenário e Hoje Eu... li ela, A Batalha Do Apocalipse - Da Queda Dos Anjos Ao Crepúsculo Do Mundo.
Conheci esse livro por indicação de duas pessoas que de comum só tinham o fato de me conhecer e ouvir algum tipo de rock. Isso é algo que o torna ainda mais especial pois foi capas de cativar pessoas de diversas tribos.
Mas bora resumir um tico do que é essa obra para quem não conhece ficar mais a vontade... a vontade não quer dizer que você possa ir tirando sua roupa, vista-se logo! Sabe aquilo que obras de ficção como Código Da Vinci, Assassins Creed, Metal Gear Solid e a própria Bíblia fazem de misturar história e ficção, dando um pano de fundo muito plausível para suas histórias?! Pois bem, Batalha Do Apocalipse faz o mesmo, porém ele usa a história e eventos bíblicos de pano de fundo para uma guerra política entre castas de anjos, sendo que tudo vai se preparando para a chegada do apocalipse, que está no nome da obra por esse motivo.
Eduardo Spohr o autor de sobrenome difícil que escreveu o livro de sua autoria
Não vou aqui dizer que estou achando esse livro perfeito, pois não estou, vejo manias do autor e algumas redundâncias e algo que me irrita um pouco, mastigação demais da história, ele explica tudo e repete sempre pra manter em sua cabeça, sendo que as vezes os próprios personagens ficam repetindo essas explicações em primeira pessoa (tipo anime famoso onde entre um soco e outro se passa 30 episódios e um OVA), isso para mim tira um pouco da espontaneidade dos personagens narradores. Quando você conta uma história, não fica repetindo coisas que a audiência está cansada de saber, tipo imagine um amigo faixa preta em alguma luta, todo mundo sabe que ele é um faixa preta, ele não vai te contar uma história repetindo a toda hora "como você sabe, eu sou faixa preta e posso enfiar meu punho no seu cu até sair pelo seu mamilo". Mas ei, grandes sucessos de critica na literatura sofrem do mesmo defeito e isso não os diminui para quem curte, não é mesmo Harry Potter?!
O que vou falar é que apesar dessas falhas, pelo menos para mim, eu estou me divertindo como a muito não me divertia lendo um livro. É gostoso ver as ligações dos acontecimentos históricos a esse mundo fantástico, ver uma política realista em um mundo ligado ao sagrado.
O ponto que quero chegar aqui é que esse livro e a saga que seguiu ele, se fosse lançado em um país como E.U.A. ou Inglaterra, certeza que seria best-seller lá e aqui mas como foi lançado em um país onde a burrice e ignorância é referenciada como cultura, a unica propaganda que temos dele é o boca a boca (talvez o boca a pinto e quiçá o boca a xoxota).

30 março 2018

(Mute) 1 Quest - TrackMania DS (DS) Corrida Inicial Stadium A1

Olá amiguinhos, vamos para mais um rolê?
Hoje voz trago a corrida inicial do game TrackMania DS que é a versão desse jogo diferente de corrida para Nintendo DS... É está claro pelo DS no nome do jogo mesmo, mas as pessoas andam tão burras que é necessário ser bem claro em tudo. Se não seus cérebros podem travar e assim chegar a uma morte por esforço excessivo. 
Esse jogo tras uma proposta bem diferente, aqui você corre contra o tempo, não é exatamente para quem chega na frente no percurso mas sim quem faz esse percurso em menor tempo. As pistas é que são o desafio, são cheias de saltos, piruetas e trajetos insanos onde você deve estudar como as terminá-las da maneira mais rápida. Na sua grande maioria são trajetos curtos, sem limites de tentativas, pois aqui a porra toda se resume a tentativa e erro e acredite, você vai errar pra carai.
Mas enfim, trago a primeira pista da campanha do jogo que é bem simples mas apesar de sua simplicidade e facilidade, já traz e assim mostra, qual vai ser a pegada do jogo todo. 
O jogo nessa versão de DS foi produzido pela Firebrand Games e Nadeo, sendo lançadas por Focus Home Interative e Atlus em 2008. 
Enfim, é isso.

23 março 2018

Imagem Não É Nada, Pink Floyd É Tudo

Sede não é nada, imagem é tudo. Na verdade esse slogan bem batido está errado, imagem é muito importante mas a sede conta mais, assim como na musica, muitas bandas fizeram um uso incrível da imagem mas se a musica não fosse boa, nem ia adiantar de nada. Mas hoje quero falar exatamente disso, de bandas que usaram a imagem tão bem que a deixaram incrustada na cabeça de todos, até mesmo na de quem não curte um som.
Que o rock sempre fez um ótimo uso da imagem, isso não é segredo para ninguém, tanto que o que faz sucesso hoje em dia, em distintos estilos musicais, traz muita informação visual do rock, dá uma olhada nos cantores de sertanojo da moda pra ver, de camisa de flanela a causa rasgada, está tudo lá.
O fato é que o uso da imagem, gerou um certo marketing e gente como David Bowie e Doors sacou isso, gerando clips e figurinos, além de capas de álbuns que entraram para o imaginário pop. Muita gente não ouviu uma unica música do álbum Aladdin Sane (ou mesmo não sabe nem que esse é o nome do álbum) mas reconhece de cara que é do Bowie aquele raio cobrindo o olho.
Antes deles Roy Orbison, Elvis Presley e depois os Beatles foram modificando a moda em geral com seu jeito de se vestir e até mesmo de se portar. Por falar em moda, essa danada vive bebendo da fonte do rock n' roll, até mesmo o black metal já serviu de inspiração.
Modelo em um desfile do estilista Herchcovitch, ah se tu cruza-se com os caras do Inner Circle.
Mas tudo isso que eu falei são coisas que o ser humano precisa de algum conhecimento de musica de qualidade para saber que a referencia vem do rock e assim ganhar um carimbo do Capitão América. Algumas bandas trabalharam tão bem sua imagem que isso transcende a ignorância musical e chega até os mais analfabetos musicais. Iron Maiden, Rolling Stones, Slayer, Metallica, Motorhead, Ramones, Sex Pistols entre tantas caralhadas de outras conseguiram essa façanha mas aqui quero falar do Pink Floyd, como você percebeu no título lá em cima. Sim, o título é aquela parte que você lê antes de fingir que leu a matéria inteira para xingar.
Essa banda entende tão bem de como utilizar a imagem que é dona de uma das capas de álbum mais emblemáticas do rock, do Dark Side Of The Moon. Uma capa que é apenas um prisma triangular em fundo negro atravessado por um raio de luz, sem logo da banda ou título do álbum, apenas a imagem. Mesmo com toda essa ausência de informação, essa capa é conhecida de todos, mesmo quem não curta rock sabe o que é essa imagem. Essa arte descreve bem o que será encontrado no álbum.
Pensa bem com o tio aqui, quantos álbuns que possui uma capa sem nenhum tipo de informação escrita que você conhece? Agora vamos além, quantos álbuns possui uma capa que mesmo as pessoas que nunca ouviram uma música sequer do álbum, sabe de quem é? Pois é.
O mais interessante é de capa não é só essa a importante, temos The Wall com aquele muro em desenho minimalista com nome de banda e álbum escritos como numa pichação, The Division Bell trazendo mais uma vez uma capa sem informações escritas entre outras tantas.
Mas os caras utilizam bem a imagem em outras coisas, como clips e o filme The Wall.
E o mais importante, em shows. Um grande exemplo, aquele telão redondo no palco, nunca conseguirei assistir a qualquer show ou evento com um telão daquele sem lembrar da banda. Não sei dizer se eles foram os primeiros a usar esse artefato em seus shows mas foram os que mais marcaram o equipamento, assim como no caso das projeções que bem antes gente como David Bowie já utilizava em seus shows, o Pink Floyd soube usar de uma maneira tão ímpar que basta ver uma projeção em um muro pra já esperar começar ouvir Comfortably Numb.
Como bem já falei, imagem é algo muito importante no rock e todos nós sabemos disso, seja em capas de álbuns ou no modo de se vestir, o rock usa a imagem de maneira ímpar e isso o torna tão completo quanto é e o Pink Floyd é uma prova de que sabendo usar bem a imagem, ela fica atemporal, transpassa gerações como uma boa obra de arte deve fazer.