20 abril 2018

Hoje Eu... Li: A Batalha Do Apocalipse - Da Queda Dos Anjos Ao Crepúsculo Do Mundo

E ae galerinha, voltei e voltei para falar de literatura de qualidade e o mais interessante, nacional.
Quando pensamos em literatura brasileira, logo pensamos nos clássicos romances, ou poemas ou ainda mesmo livros de YouTubers que nos envergonham quando recebem o aclamado nome de best-sellers. Fantasia é um gênero que nem chega em nossa mente perniciosa mas Eduardo Spohr foi lá e fez uma obra que está mudando esse cenário e Hoje Eu... li ela, A Batalha Do Apocalipse - Da Queda Dos Anjos Ao Crepúsculo Do Mundo.
Conheci esse livro por indicação de duas pessoas que de comum só tinham o fato de me conhecer e ouvir algum tipo de rock. Isso é algo que o torna ainda mais especial pois foi capas de cativar pessoas de diversas tribos.
Mas bora resumir um tico do que é essa obra para quem não conhece ficar mais a vontade... a vontade não quer dizer que você possa ir tirando sua roupa, vista-se logo! Sabe aquilo que obras de ficção como Código Da Vinci, Assassins Creed, Metal Gear Solid e a própria Bíblia fazem de misturar história e ficção, dando um pano de fundo muito plausível para suas histórias?! Pois bem, Batalha Do Apocalipse faz o mesmo, porém ele usa a história e eventos bíblicos de pano de fundo para uma guerra política entre castas de anjos, sendo que tudo vai se preparando para a chegada do apocalipse, que está no nome da obra por esse motivo.
Eduardo Spohr o autor de sobrenome difícil que escreveu o livro de sua autoria
Não vou aqui dizer que estou achando esse livro perfeito, pois não estou, vejo manias do autor e algumas redundâncias e algo que me irrita um pouco, mastigação demais da história, ele explica tudo e repete sempre pra manter em sua cabeça, sendo que as vezes os próprios personagens ficam repetindo essas explicações em primeira pessoa (tipo anime famoso onde entre um soco e outro se passa 30 episódios e um OVA), isso para mim tira um pouco da espontaneidade dos personagens narradores. Quando você conta uma história, não fica repetindo coisas que a audiência está cansada de saber, tipo imagine um amigo faixa preta em alguma luta, todo mundo sabe que ele é um faixa preta, ele não vai te contar uma história repetindo a toda hora "como você sabe, eu sou faixa preta e posso enfiar meu punho no seu cu até sair pelo seu mamilo". Mas ei, grandes sucessos de critica na literatura sofrem do mesmo defeito e isso não os diminui para quem curte, não é mesmo Harry Potter?!
O que vou falar é que apesar dessas falhas, pelo menos para mim, eu estou me divertindo como a muito não me divertia lendo um livro. É gostoso ver as ligações dos acontecimentos históricos a esse mundo fantástico, ver uma política realista em um mundo ligado ao sagrado.
O ponto que quero chegar aqui é que esse livro e a saga que seguiu ele, se fosse lançado em um país como E.U.A. ou Inglaterra, certeza que seria best-seller lá e aqui mas como foi lançado em um país onde a burrice e ignorância é referenciada como cultura, a unica propaganda que temos dele é o boca a boca (talvez o boca a pinto e quiçá o boca a xoxota).

30 março 2018

(Mute) 1 Quest - TrackMania DS (DS) Corrida Inicial Stadium A1

Olá amiguinhos, vamos para mais um rolê?
Hoje voz trago a corrida inicial do game TrackMania DS que é a versão desse jogo diferente de corrida para Nintendo DS... É está claro pelo DS no nome do jogo mesmo, mas as pessoas andam tão burras que é necessário ser bem claro em tudo. Se não seus cérebros podem travar e assim chegar a uma morte por esforço excessivo. 
Esse jogo tras uma proposta bem diferente, aqui você corre contra o tempo, não é exatamente para quem chega na frente no percurso mas sim quem faz esse percurso em menor tempo. As pistas é que são o desafio, são cheias de saltos, piruetas e trajetos insanos onde você deve estudar como as terminá-las da maneira mais rápida. Na sua grande maioria são trajetos curtos, sem limites de tentativas, pois aqui a porra toda se resume a tentativa e erro e acredite, você vai errar pra carai.
Mas enfim, trago a primeira pista da campanha do jogo que é bem simples mas apesar de sua simplicidade e facilidade, já traz e assim mostra, qual vai ser a pegada do jogo todo. 
O jogo nessa versão de DS foi produzido pela Firebrand Games e Nadeo, sendo lançadas por Focus Home Interative e Atlus em 2008. 
Enfim, é isso.

23 março 2018

Imagem Não É Nada, Pink Floyd É Tudo

Sede não é nada, imagem é tudo. Na verdade esse slogan bem batido está errado, imagem é muito importante mas a sede conta mais, assim como na musica, muitas bandas fizeram um uso incrível da imagem mas se a musica não fosse boa, nem ia adiantar de nada. Mas hoje quero falar exatamente disso, de bandas que usaram a imagem tão bem que a deixaram incrustada na cabeça de todos, até mesmo na de quem não curte um som.
Que o rock sempre fez um ótimo uso da imagem, isso não é segredo para ninguém, tanto que o que faz sucesso hoje em dia, em distintos estilos musicais, traz muita informação visual do rock, dá uma olhada nos cantores de sertanojo da moda pra ver, de camisa de flanela a causa rasgada, está tudo lá.
O fato é que o uso da imagem, gerou um certo marketing e gente como David Bowie e Doors sacou isso, gerando clips e figurinos, além de capas de álbuns que entraram para o imaginário pop. Muita gente não ouviu uma unica música do álbum Aladdin Sane (ou mesmo não sabe nem que esse é o nome do álbum) mas reconhece de cara que é do Bowie aquele raio cobrindo o olho.
Antes deles Roy Orbison, Elvis Presley e depois os Beatles foram modificando a moda em geral com seu jeito de se vestir e até mesmo de se portar. Por falar em moda, essa danada vive bebendo da fonte do rock n' roll, até mesmo o black metal já serviu de inspiração.
Modelo em um desfile do estilista Herchcovitch, ah se tu cruza-se com os caras do Inner Circle.
Mas tudo isso que eu falei são coisas que o ser humano precisa de algum conhecimento de musica de qualidade para saber que a referencia vem do rock e assim ganhar um carimbo do Capitão América. Algumas bandas trabalharam tão bem sua imagem que isso transcende a ignorância musical e chega até os mais analfabetos musicais. Iron Maiden, Rolling Stones, Slayer, Metallica, Motorhead, Ramones, Sex Pistols entre tantas caralhadas de outras conseguiram essa façanha mas aqui quero falar do Pink Floyd, como você percebeu no título lá em cima. Sim, o título é aquela parte que você lê antes de fingir que leu a matéria inteira para xingar.
Essa banda entende tão bem de como utilizar a imagem que é dona de uma das capas de álbum mais emblemáticas do rock, do Dark Side Of The Moon. Uma capa que é apenas um prisma triangular em fundo negro atravessado por um raio de luz, sem logo da banda ou título do álbum, apenas a imagem. Mesmo com toda essa ausência de informação, essa capa é conhecida de todos, mesmo quem não curta rock sabe o que é essa imagem. Essa arte descreve bem o que será encontrado no álbum.
Pensa bem com o tio aqui, quantos álbuns que possui uma capa sem nenhum tipo de informação escrita que você conhece? Agora vamos além, quantos álbuns possui uma capa que mesmo as pessoas que nunca ouviram uma música sequer do álbum, sabe de quem é? Pois é.
O mais interessante é de capa não é só essa a importante, temos The Wall com aquele muro em desenho minimalista com nome de banda e álbum escritos como numa pichação, The Division Bell trazendo mais uma vez uma capa sem informações escritas entre outras tantas.
Mas os caras utilizam bem a imagem em outras coisas, como clips e o filme The Wall.
E o mais importante, em shows. Um grande exemplo, aquele telão redondo no palco, nunca conseguirei assistir a qualquer show ou evento com um telão daquele sem lembrar da banda. Não sei dizer se eles foram os primeiros a usar esse artefato em seus shows mas foram os que mais marcaram o equipamento, assim como no caso das projeções que bem antes gente como David Bowie já utilizava em seus shows, o Pink Floyd soube usar de uma maneira tão ímpar que basta ver uma projeção em um muro pra já esperar começar ouvir Comfortably Numb.
Como bem já falei, imagem é algo muito importante no rock e todos nós sabemos disso, seja em capas de álbuns ou no modo de se vestir, o rock usa a imagem de maneira ímpar e isso o torna tão completo quanto é e o Pink Floyd é uma prova de que sabendo usar bem a imagem, ela fica atemporal, transpassa gerações como uma boa obra de arte deve fazer.

15 março 2018

Angra e Preconceito

Como vãos? Espero que bem mas sinceramente, não me importo.
Por falar em se importar, vamos a algo que importou a um tanto de pessoas chatas pra caralho, a participação da cantora Sandy em uma musica do novo álbum do Angra, o ótimo Omni.

A musica em questão, Black Widow's Web, conta com a participação da já citada Sandy e com Alissa White-Gluz (vocal do Arch Enemy), sendo que a Sandy faz a introdução e encerramento da musica, nos trazendo um tom de lirismo que é quebrado ao decorrer da musica pelo vocal brutal da Alissa enquanto o Fabio Lione costura tudo.
Voltemos antes de tudo ao Omni, o novo álbum do Angra, que é conceitual por sinal (ei eu rimei). Omni já aparece com a chance de entrar para o hall de melhores álbuns conceituais da banda, ao lado de Temple Of Shadows, Rebirth e Holy Land. Omni está no patamar dos grandes plays já citados, porém, ele traz muitas particularidades, desde o tema à sonoridade moderna tirada com maestria pela nova formação da banda que traz grandes músicos.
A nova formação do Angra, ou antiga, depende de quando você está lendo isso.
O fato é que mesmo sendo uma boa musica e se encaixando perfeitamente dentro do conceito do Omni, Black Widow's Web recebeu algum rage, principalmente porque um certo babaca influente de internet fez vídeo depreciando o som, mesmo a musica tendo Alícia que é muito mais macho que esse conservador que acredita que Deus (se existir) está mais preocupado em exterminar e torturar quem blasfema que com a paz entre humanos. Kiko Loureiro, que nem mais integrante de fato é da banda, chegou a fazer vídeo defendendo a musica e tudo mais.


Enfim, criticar um som do Angra por trazer elementos aquém ao metal é não conhecer a banda direito pois estamos falando de uma banda que no seu primeiro álbum traz um baião forrozeiro metaleiro e um cover de Kate Bush, uma banda que em toda sua discografia brincou com influencias fora do metal e até em shows trouxe várias vezes coisas totalmente fora disso. O que dá ao Angra personalidade é isso, essa liberdade artística. Mesmo com todas mudanças de formação e de sonoridades (e olha que passou gente ali hein), isso sempre foi mantido e é algo muito especial pois em um ambiente tão conservador termos uma banda nacional com coragem de sempre tentar trazer algo novo ao seu som, é digno de orgulho.
O problema é que no meio metal, e quando falo isso não falo apenas de power/ prog/ heavy, falo do metal extremo também. está repleto de gente preconceituosa que ama criticar uma banda que resolve fazer alguma coisa diferente. Ainda nessa semana assisti a uma entrevista do Moyses Kolesne do Krisiun onde é abordado o fato de alguns fans não aceitarem death metal se não tiver blast beat, sendo que as primeiras bandas do gênero nem usavam isso. Além disso, uma grande prova da babaquice geral, aconteceu com o próprio Krisiun, uma das bandas mais respeitáveis do Brasil e gênero, já sofreu críticas que em sua maioria vem de uma galera que não sabe nem soletrar death metal mas se acha crítico de musica.

Hoje em dia também temos o outro lado, os mentes abertas demais que batem no peito pra dizer que preferem ouvir Lady Gaga a Metallica, só para poderem mostrar ao mundo o quanto são lacradores. 
O ponto a que quero chegar aqui, é aquele em que encontramos o equilíbrio, coisa que está faltando em tudo ultimamente. Você não precisa ser true ou lacrador, apenas cheque se o som é bom ou ruim, sem se ater se quem está participando é ou não do gênero. O que está fazendo o rock / metal perder influencia é o publico chato que afasta as outras pessoas e depois fica choramingando que a nossa cultura não tem atenção da grande mídia. A mesma galera que não sabe apreciar algo mais minimalista porque se não criar uma melodia complexa e chata pra caralho, não tá bom... Enfim, esses porra tão cagando no nosso role, inclusive o influenciador que tem seguidores que desistem de pensar por sí mesmo e tomam pra sí as idéias genéricas dele. Temos que tornar saporra agradável as pessoas sem nenhum tipo de retardo mental.

03 março 2018

Pin-upada 1: Juri (Street Fighter) em chamas

Olá meus caros e meus baratos (entendeu?), piadinha de tiozão a parte, hoje trago um novo quadro do blog, Pin-upada, sim, nossas pin-ups. Usarei minha arte para lhes trazer pin-ups com personagens de games, HQs e afins.
Mas vamos a uma explicação básica do que é pin-up. Pin-ups podem ser as modelos que pousavam em fotos sexuais mas o certo mesmo para o termo é para a imagens sensuais. Inicialmente pinturas que eram publicadas em revistas, jornais e afins mas também eram lançadas em calendários e o que mais curto, posters. Por isso o termo pin-up que pode ser traduzido porcamente como "para pendurar".
Hoje em dia com a nossa querida internet, pin-ups receberam um novo fôlego com uma caralhada de desenhistas fazendo artes incríveis de personagens de games e afins. Sendo assim, eu como desenhista também quero fazer minha arte e como ganhei uma maravilhosa mesa digitalizadora da minha amada esposa no fim de ano (queria muito falar isso para fazer invejinha) começo com uma arte colorida.
Enfim amiguinhos, tudo dito e explicado, então fica aqui minha primeira arte nesse quadro e aqui inauguro com a Juri de Street Fighter em chamas, as suas próprias chamas. Espero que gostem e qualquer coisa, foda-se, até a próxima.