29 novembro 2013

Holiness: Um novo folego pro metal-gótico

Fala galerinha do rosck!
Primeiramente pedimos desculpas pelo atraso nos posts, essas ultimas semanas estão meio complicadas pra nós mas vamos tentar compensar tudo isso. Enfim, vamos ao post do dia que é mais um Underground23 que hoje foge pro metal um pouquinho, metal-gótico para ser mais especifico. Vamos falar da banda Holiness, uma banda gaúcha que toca um metal-gótico com pitadas de metal-melódico, não só isso mas uma banda que reciclou e muito esse sub-gênero do metal.

A banda traz um vocal feminino limpo mas sem ser lírico, no mesmo estilo de bandas como o Lacuna Coil, por exemplo, mas Stephanie Schirmbeck consegue impôr as musicas seu estilo com um timbre bem diferente do que costumamos ouvir no meio gótico.
A banda é composta por a já citada Stephanie Schirmbeck no vocal, Fábricio Reis guitarra, Hércules Moreira no baixo e Cristiano Moreira na bateria. São bons músicos e juntos são bem concisos, todos tendo seu espaço.
Dito tudo isso, devo explicar que eles conseguem criar umas musicas bem melódicas, com muita pitada desse outro sub-gênero do metal, os riffs, solos e até mesmo o estilo da bateria trazem um pouco disso, o que torna as musicas ainda mais interessantes. Por falar nesse lado melódico, não posso deixar de citar o quanto fica bacana as musicas da banda no estilo acústico. Mine é uma prova disso e acredito que eles deveriam apostar um pouquinho mais nisso pois é muito foda e a mim agradou bastante.
O Holiness lançou um álbum em 2010 intitulado Beneathe The Surface com 10 ótimas musicas entre elas um cover de Alanis Morissete que ficou extremamente matador com muito peso, isso é algo que eu curto bastante, pegar um som mais calmo e tornar ele metal, nesse caso, ficou ainda mais interessante pela similaridade dos vocais. Depois disso vieram dois singles: Dead Inside, que ganhou um excelente clip e Drowning que não deixa a peteca cair. Esses dois singles são apenas a visualização do novo álbum que a banda ainda planeja lançar, estão deixando claro que a banda esta mais pesada e que esse novo caminho é muito bom, além, é claro, dessa versão acústica de Mine em formato single também.

Por falar nisso, algo que merece muito reconhecimento é a atenção dada a todo o trabalho da banda. Quando falo todo trabalho, é TODO trabalho mesmo maaan! As musicas demonstram terem sido trabalhada ao máximo com toda atenção possível dos músicos, a qualidade das gravações e mixagens não deixam a desejar pra nenhuma banda gringa (aliás, mixado por Tommy Newton um produtor americano que já trabalhou com Gamma Ray, Helloween e Blind Guardian), as capas do álbum e singles tem um trabalho muito bonito e os clips da banda são incríveis com o tom certo
Quando pensamos em metal gótico, já vem um monte de esteriótipos em mente, já esperamos mais do mesmo, não importando se estejamos falando de uma banda nacional ou não, não que isso seja algo ruim mas ver algo novo como o Holiness traz um folego a mais pra esse gênero, ver que essa banda esta em ascensão, traz uma esperança ainda maior não só pro estilo quanto para o metal como um todo.

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05 novembro 2013

Álbum novo do Evergrey vem por aí

Fala povo do rock! Hoje venho trazer uma noticia curta mas que é muito bacana: provavelmente em 2014 virá mais um álbum de estúdio do Evergrey.
O vocalista e guitarrista (além de dono da banda) Tom Englund colocou a foto abaixo junto com o aviso "New album 2014 in the works — em Division Two Studios" ou seja, em tradução mais que livre do meu inglês de vídeo-game, "Novo álbum para 2014 sendo trabalhado."

A noticia é muito bem vinda pois um já se faz um bom tempo desde o lançamento do matador Glorious Collision, 2011, álbum que trouxe pela primeira vez uma nova formação pra banda com Johan Niemann no baixo, Hannes Van Dahl na bateria e Marcus Jidell na guitarra solo, da antiga formação só restava Rikard Zander nos teclados e o já citado Englund. 
Essa formação nova trouxe novo folego a banda que lançou ótimos álbuns com sua formação antiga mas já mostrava um certo "cansaço" e após a falência da gravadora alemã SPV acabou se dissolvendo quase que por completa. O ultimo álbum de estúdio gravado com a antiga formação, Torn de 2008 era muito bom, pelo menos é um dos meus álbuns de cabeceira, mas apesar de manter o mesmo estilo inrotulável do Evergrey, tinha uma sonoridade totalmente diferente desta apresentada pela nova formação em Glorious Collision, que foi muito bem aceito por todos, tanto mídia quanto fans. 
Essa nova sonoridade citada acima, tem um "Q" de moderna sem perder o peso, a pegada progressiva aliada a outros estilos como power e dark metal, aqui podemos encontrar um "Q" de rock alternativo também, o que torna essa nova formação muito promissora e que nos permite aguardar algo tão foda quanto em 2014.
Depois de várias entrevistas com a banda citando que poderia tomar novos rumos além de álbuns de estúdio financiados por gravadoras e lançar musicas de maneiras alternativas como por exemplo a internet, ou até mesmo de maneira independente, a duvida que fica é: como será que esse material chegará aqui em nossas terras brasileiras.

02 novembro 2013

Attitude

Atitude, palavra legal de pronunciar e de usar essa: Attitude. Você realmente sabe o que essa palavra significa? Já parou pra pensar que atitude rock é algo além do que usar estampa ou se vestir-se de preto? Acredito que não. E acredito também que essa reflexão só faria diferença a 10% que estão lendo este texto -isso contando apenas as pessoas que o lerão até o fim- contagem que irá se reduzir ainda mais se colocarmos apenas os que entenderem, ou seja, quase ninguém.
Antes de adentrar a esse assunto, acho que notaram que o nome do blog é exatamente esse: Attitude. Em inglês, com dois T's, para ter o peso de musicas que tem o mesmo nome e a força que a palavra merece. Não escolhemos esse nome para esse blog a toa não, pensamos e repensamos e esse nome foi o que melhor se enquadrou a proposta do esboço do projeto. Cansados da mesmice de sempre, nosso projeto veio como algo que quer falar a real, enfiar o dedo na ferida se possível, usar o cérebro e ensinar o que soubermos e aprender o que sabem. Falar de uma maneira diferente de assuntos já tão visitados da mesma maneira de sempre, sim, estamos usando o famoso "faça você mesmo" por estarmos cansados de ver mais do mesmo.
Voltando ao assunto principal disso tudo, atitude é mais ou menos o que eu disse do blog, é você ter coragem de ir lá e fazer você mesmo, da maneira que acha certo, é claro que tendo noção do que é certo ou errado para não piorar ainda mais a situação. É você fazer algo do que se orgulhe, é dar o seu melhor por algo que acredite. 
Atitude, é você manter uma postura decente em todos os momentos, não apenas quando quiser elogio mas quando ninguém estiver olhando, quando estiver entre pessoas desconhecidas que provavelmente não irão notar nenhuma dessas suas boas ações, atitude é fazer o certo para você, porque você acredita que esse é o certo.
Andar por aí cheio de drogas (lembrando que o álcool também é uma droga), causando confusão, enchendo o saco das outras pessoas, não é ter atitude, e sim agir como um imbecil. Tentar tirar proveito em tudo que faz e impor suas convicções aos outros, em todos momentos de sua vida, é ser um idiota.
Veja bem que essas ações descritas no parágrafo anterior descrevem não só pessoas do nosso país mas também seres que se auto intitulam "roqueiras", "bangers", "punks" e tudo mais. Esses "modo de agir" faz com que essas pessoas demonstrem o que há de pior no mundo, faz com que tudo se torne mais do mesmo, faz com que todos queiram se dar bem em cima um do outro, que todos queiram ser superior ao outro. Um grandíssimo bando de filhos das putas que só sabem olhar pro próprio umbigo. Quem tem atitude num mundo assim, deixa de fazer parte desse bando de ninguém e aí sim, se tornar alguém superior, não porque se acha melhor, mas porque entrega o seu melhor ao mundo.

15 outubro 2013

Dia Do Professor: E o respeito, ó!

Hoje é um dia dedicado àqueles que, por um longo período de tempo, têm feito parte de nossas vidas: o professor.
Como profissional na área da educação, tenho visto e sentido na pele as agruras desse setor. E sério, não é fácil! 
A minha indignação não está ligada tão somente ao salário pois acredito que este seja apenas reflexo da falta de reconhecimento tanto por falta de governo, pais e alunos.

Há um tempo atras li uma matéria "O que os professores realmente querem dizer aos pais" (Link aqui) onde o autor Ron Clark afirma que o maior problema no exercício da  docência esta ligada aos pais. Isto porque pais e professores não se entendem mais. Há pais que sequer sabem em que sala o filho estuda e quem são seus professores. Tomam partido do filho sem ouvir o outro lado. Estou falando do que vejo, do que presencio, não do que imagino ou me contam.
É certo que o professor não é visto como um profissional tal qual um médico, engenheiro, advogado ou de quais quer outra área. Esta afirmação se ratifica desde reação de desprezo das pessoas quando tomam conhecimento da profissão e/ou curso à "importância" dada a um conselho ou reunião.
Em entrevista a Veja.com (Link aqui) , Clark afirma a importância do trabalho em conjunto entre pais e mestres: "Os pais precisam da escola e a escola precisa do apoio da família para realizar um  bom trabalho." Isso porque não é possível delimitar onde termina o trabalho da família e começa o do professor. Se a família não respeita e não vê o professor como um profissional, dificilmente os filhos o iriam enxergar e tão pouco o respeitar.
Mas a minha critica aqui não se resume aos pais e sociedade. Se estende a nós, profissionais da educação.
Talvez, por não nos sentirmos valorizados, também não nos damos o devido valor. Enquanto não nos enxergamos como profissionais e fazermos valer os anos de estudos para chegar onde estamos, os outros também não enxergarão.
Se vista como profissional. Escola não é sua casa, é seu local de trabalho! Assuma o seu papel sem medo. Aja como profissional. Sem "mimimi". Escolhemos essa profissão sabendo o que nos aguardava.
Quanto ao governo... Chega mais...
Sua "cobrança" a nosso setor é tão bizarra, tão desproporcional e medonha... é tanta burocracia e uma série de coisas que devemos cumprir... que fico em dúvida se realmente deseja que façamos um excelente trabalho, ou se apenas faz isso, de proposito, para nos atrapalhar no mesmo.
No mais agradeço a todos os profissionais da educação, em especial aos que direto ou indiretamente fizeram e fazem parte da minha vida.  A todos vocês, que tecem a manhã de forma única e particular, o meu Muito Obrigada! Feliz dia do professor!

12 outubro 2013

Ben Draiman: Emoção de Maneira Unica

Olá cidadãos do rock! Começo esse Underground23 dizendo que nós recebemos informações de músicos de diversas bandas e estilos por diversos meios, entre eles, Twitter ( @Attitude23_ ) e e-mail ( doyourself23@gmail.com ). Avaliamos as bandas e o nosso critério é, se for underground e de qualidade, -isso é, fizer nossa cabeça e demonstrar qualidade em seu trabalho até não sendo um estilo que nos agrade- publicamos. Muitas vezes, como somos duas pessoas, uma banda me agrada mas não agrada a Pequena e vice-versa, isso nos faz abrir um leque de bandas para todos estilos e gostos.
Enfim, certo dia um perfil no twitter gringo nos pediu pra ouvir seu som, era o perfil de Ben Draiman, um musico americano. Ouvi e a primeira impressão foi, "nunca ouvi nada igual", o musico consegue colocar uma emoção unica em sua musica, ligando linhas de piano, um vocal expressivo e cheio de emoção além de uma guitarra distorcida e bateria.
Depois das primeiras conclusões, me peguei pensando que conhecia esse nome de algum lugar, ao pesquisar e ler um pouco sobre o musico, descubro de onde: Ben é irmão de David Draiman, vocalista e fundador da banda Disturbed, apesar do parentesco a musica de Ben é totalmente diferente e bem mais calmo e leve do que o irmão faz no Disturbed. Mesmo no cover que faz do Disturbed, Ben reformula a musica de uma maneira que fica praticamente irreconhecível! Se você esta esperando algo no estilo da banda, não se iluda, aqui a coisa é menos vertiginosa, sem nenhum pé no metal, é um rock experimental, -não sei se é possível usar outro rotulo no estilo do cara- e isso não torna menor o seu trabalho, pelo contrário.

A musica do cara ser diferente do que o irmão produz a anos não é algo ruim, é algo muito positivo pois temos em mãos algo novo, com identidade. Como o musico e algumas publicações sobre ele o intitulam, é um rock melódico, emocional e muito bem produzido.
Ben recentemente lançou seu EP, The Past Is Not Far Behind que traz seis musicas que te fazem viajar pelas emoções e pelos ritmos desse estilo único criado pelo musico. O EP rendeu clip para musica Avalanche que contém um dos riffs mais legais que já ouvi além de uma melodia linda no piano e uma letra existencial que te faz parar pra refletir no fim... O clip é bem produzido, com uma fotografia linda que encaixa perfeitamente com tudo que eu falei sobre a musica antes, Soon Enough também ganhou um clip, mais simples, com os músicos no estúdio, coisa que não tira o brilho da musica ou do vídeo que da uma proximidade maior ao processo de criação dessa bela canção.

Em The Past Is Not Far Behind ainda pode encontrar musicas incríveis como 21 Seconds, a que mais curti de todas com uma letra que diz muito sobre discussões e palavras ditas sem pensar, com um ritmo melancólico e uma bateria direta esse som é incrível e Would You Know Love? que te faz um questionamento sincero sobre esse sentimento tão exigente que é o amor, com uma melodia mais agressiva deixa claro quanto amar pode machucar. Poderia discorrer sobre todas as musicas do EP sem problemas mas aqui estamos para apresentar o trabalho do cara e não fazer release. (Quem sabe numa próxima?!)
Além desse EP e de singles já lançados, Draimen costuma fazer covers impressionantes com uma leitura intimista e muito emocionante, muitas vezes com uma roupagem unica que nos faz pensar ser realmente uma musica nova.
Finalizando, Ben Draiman faz um som único, onde não consigo pensar em nenhuma banda comparável, o que ao meu ver, se aproxima mais da sonoridade dele é o Keane e mesmo assim estão a quilômetros de distancia em sonoridade e tudo mais, se você procura algo assim, cheio de emoção, reflexão e questionamento com uma sonoridade melodiosa, sincera e intimista, certeza que vai curtir e muito o trabalho do cara e se não procura nada assim, esculta as musicas dele, certeza que irá se surpreender.

06 outubro 2013

23+: Baixistas


Fala pessoas dumal e pessoas nem tão dumal assim! Hoje com muito orgulho inauguramos a nossa lista, a +23, sim entraremos no mundo das listas também, temos coragem pra isso. Nossa lista terá um critério básico, serão sempre os 23 mais importantes alguma coisa, com direito a rápidas menções honrosas.
Começaremos nossa lista pelo instrumento que faz, e muito, nossa cabeça, o baixo. Esse instrumento de som único que da força ao rock -não importando o gênero dentro desse estilo de musica tem importância fundamental. Esta lá encorpando a musica, dando força e fazendo a cozinha junto com a bateria. Muitos nem percebem o som do baixo, outros não dão a importância que merece mas nós do Attitude23, temos preferencia por esse instrumento e por isso o usaremos pra inaugurar essa bagaça, deixando claro que não estamos aqui dizendo que são os melhores baixistas e sim os que são mais importantes, pelo menos pra nós. Tentamos colocar os baixistas que mais tiveram importância no rock e os que mais fazem nossa cabeça, como somos duas pessoas neste blog, a escolha e votação dos baixistas foram bem abrangentes, tornando a lista bem ampla e eclética, esperamos que curtam e se discordarem, pedimos que se sintam a vontade pra comentar, com educação é claro, e dar sua opinião.
Tudo dito e explicado, vamos começar essa bagaça logo:

15 setembro 2013

Estampas e artigos de Rock

Desde do início dos tempos do rock que a arte gráfica o acompanha lado a lado. Sim a arte gráfica é muito importante para o rock, desde que os Beatles resolveram levar as capas de discos a um novo patamar, patamar de arte. Capas que depois se tornaram importantes como conteúdo de álbuns de rock de todos gêneros, acreditem, tem capas que fazem mais sucesso que o álbum em si, exemplos não faltam. Certeza que você deve saber qual é a capa do álbum London Calling do Clash mas não aposto que conheça as musicas. Talvez você já tenha visto essa capa em algum local mas nem saiba do que se trata mas o fato é que viu. Como essa capa em questão muitas outras servem de exemplo. No caso do metal, em todas suas vertentes a capa dos álbuns já deixam claro qual sub-gênero de metal que estamos falando, até mesmo o logo da banda deixa claro isso. Quem curte metal sabe do que estou falando, logotipos são importantes para as bandas, não importa se a banda pertence ao main stream ou ao underground, ela tem que ter um logo todo estilizado que condiz ao seu gênero. Não vou explicar como eles funcionam porque não é essa a proposta do texto mas com uma rápida pesquisa no Google sobre logotipos você vai entender.
Enquanto surgia toda essa evolução em estado de arte com capas, encartes e tudo mais relacionado ao álbum em si, algo surgiu e fez muito sucesso: Estampas de bandas.
Em todas as vertentes do rock vão surgindo estampas, bandas as vendem em shows pra divulgar e arrecadar mais uma grana com seus logotipos e afins estampados em camisetas na sua grande maioria pretas. Independente do tamanho da banda ou do sucesso da mesma, provavelmente alguém vai estar usando uma estampa dela, de boa qualidade ou não.
Eu particularmente prefiro minhas estampas surradas de bandas pouco conhecidas ou se conhecidas que seja uma estampa simples, com uma cor só e algo não tão enorme estampado... tá, você não começou a ler esse texto com curiosidade sobre meu gosto para estampas então deixe-me parar de viajem e voltar ao contexto.
Estampas ganharam alguns patamares sérios em certa época. Fãs fanáticos de alguns sub-gêneros de metal, famosos "trues", passaram a querer "confiscar" estampas de algumas bandas de quem não achavam merecedor de usa-las, os famosos "posers" que nem sempre eram merecedores dessa alcunha. Lembro de muitas brigas por conta disso, lembro de muita gente se machucando serio e de muita gente voltando sem camiseta pra casa também. Outras coisas aconteciam também, pessoa que entrava com estampa de banda dada como inferior pelos trues em festivais de bandas trues, tinham suas camisetas retiradas e muitas vezes eram convidados a se retirar de uma maneira violenta, lembro que em um festival que estive com bandas de thrash e death metal, "confiscaram" a camiseta do Korn de um garoto e a tacaram fogo. Foi uma cena tão bizarra que até o vocalista do Krisiun, Alex Camargo -banda que estava tocando na hora- pediu pro pessoal amenizar a confusão.
Não só no metal as estampas ganharam esse nível de seriedade. Estampas ligadas ao punk rock traziam problemas com skin heads e vice-versa, quem não se lembra do caso dos garotos que tiveram que pular de um trem em movimento por estarem sendo ameaçados por carecas, tudo por causa que um dos garotos estarem usando umas estampas de bandas punk.
O fato era que pra colocar uma determinada estampa, tinha que estar pronto pra assumir riscos e preconceitos. Quem nunca saiu com uma estampa e ouviu de alguma velha evangélica beata doente e fanática "Precisa aceitar Jesus meu filho", (não generalizando a todos evangélicos ou velhas beatas pois só os imbecis fanáticos fazem isso) ou notou olhares acusadores de que provavelmente você é algum delinquente, psicopata, suicida ou vândalo por conta de sua estampa amada?! Sei que muitos que usam estampas mais agressivas já passaram por esse tipo de coisa mas se orgulham de ter sua velha companheira surrada e muitos a guardam até hoje. 
Entretanto chegamos ao ponto chave desse texto: Estampas e muitos outros símbolos do rock estão se tornando artigo de moda para dondocas ou outros públicos que não tem muita ligação com todo significado e simbolismo da coisa. Lojas de roupas femininas estão lançando coleções com estampas de bandas como  Ramones para mulheres que nem se quer sabem o que esses caras representam, sites de moda feminina estão dando dicas "de looks com estampas de rock", tem cantora de funk se apresentando usando estampas e por aí vai, isso causa uma certa amargura, pra não dizer vontade de matar um imbecil que teve essa ideia idiota. 
Fico imaginando os trues tomando camisetas usados como vestidos por dondocas que se tornaram a alegria de tarados adolescentes que festejaram com a mão ou então skin heads invadindo show de funk pra terminar com a poluição sonora, sinceramente até acharia que isso seria um serviço publico dos caras.
O fato é que o rock esta sendo sugado por outros gêneros de qualidade desprezível como sertanejo universitário e por ai vai. Isso causa uma certa situação desconfortável pois até as camisas xadrez que um dia representaram tão bem o grunge, hoje, aqui no Brasil, são artigos ligados ao sertanejo universitário.
Não da pra entender ao certo porque isso vem acontecendo mas uma coisa é fato, se copiam é porque admiram e reconhecem que esta acima deles, simples assim.

12 setembro 2013

Assassinato na Galeria do Rock

Quarta-feira, dia 11/09/2013, estive na Galeria do Rock, que fica no Centro de São Paulo. Cheguei lá por volta das 17:22 e permaneci até as 18 horas. Para quem não conhece, a Galeria do Rock, é uma galeria conhecida por ser voltada em maior parte ao mundo do rock, lá você encontra lojas de estampas, CDs, Vinis, DVDs, artigos temáticos e tudo mais que seja ligado ao nosso aclamado rock n' roll e todas suas vertentes. O prédio fica entre as Rua 24 de Maio e a Avenida Ipiranga, tendo saída pros dois endereços e visão pra ambos, basta atravessar a galeria que terá acesso a um ou outro. Enfim, apresentações feitas vamos ao causo.
Entrei pela parte voltada para 24 de Maio, subi a escadaria e fui dar uma olhada em CDs, pois é, eu e minha esposa, a Pequena que também escreve no Attitude23, temos uma coleção deles e queremos sempre aumenta-la. Por falar em minha esposa, estava trocando uns SMS com ela pra decidir de qual banda levar enquanto caminhava, olhando as vitrines e já pesquisando preços e tals. Quando chego a parte do primeiro andar que dá visão para Avenida Ipiranga, noto que no andar de baixo, no térreo, tem um pessoal se aglomerando, todos olhando para rampa que da acesso ao subsolo que também tem lojas e alguns botecos, em sua grande maioria voltado a outros públicos que não são de vertentes rock em sí.

Noto também que essa rampa esta isolada e que policiais com peritos estão trabalhando naquele local. A primeira vista, já imaginei que alguém tinha cometido suicídio, olhei toda a rampa pelo primeiro andar e não vi nenhum cadáver, "ok, deve ter sido um assalto ou algo do gênero, só pode".
Movido pela curiosidade, pergunto a uma vendedora que também espionava tudo ao meu lado, "parece que feriram um menino lá em baixo". Logo pensei, bacana, deve estar arrebentado mas deve estar bem. Continuo minha pesquisa atrás das nossas novas aquisições quando esculto duas pessoas conversando sobre o caso, pergunto o que realmente aconteceu lá em baixo, "Homicídio", um senhor que ouvia a conversa se adianta a dizer, "Cara matou outro a machadadas", eu já fiquei imaginando a carnificina que deveria estar naquele local.
Movido pela curiosidade e pela vontade de noticiar aquilo pelo blog, (que aliás deu a noticia em primeira mão pelo Tweeter) desci até ao pessoal que se aglomerava tentando ver alguma coisa do trabalho dos policiais. Me infiltrei entre a galera, queria ver e fotografar alguma coisa pra vocês mas o cadáver estava dentro de um bar que tem acesso pela rampa, que já descrevi, dava pra ver o saco preto que o cobria.
Ouvindo uma conversa aqui, uma alí, descobri que foi uma moça na verdade a vitima, entre boatos ficou a duvida se foi atacada a machadadas ou por um canivete, o que todos concordavam era que tinha sido no pescoço os ataques mortais.
Muitos descreveram a gritaria e que o assassino foi preso logo após tentar fugir, ponto pros policiais, pena que nossa justiça já já solta. Enfim, agora que já foi um tempo depois do ocorrido descobrimos que:

 Renata, único nome que a polícia declarou da vitima, que tinha por volta de 25 anos foi esfaqueada pelo ex-marido, Rodolfo Pressegui de 28 anos, no pescoço, por causa de uma discussão envolvendo a atual esposa do mesmo. O cara que é punk não utilizou um machado no assassinato, ele portava um, tentou fugir e foi preso em fragrante junto das pessoas que tentaram ajuda-lo. A polícia acabou tendo que protege-lo de pessoas enfurecidas com o assassinato.

Volto ao que fui realmente fazer naquele local, comprar nossos CDs, compro dois, By Your Side do Black Crowes, mais que bem escolhido por minha mulher (já virou um dos meus álbuns de cabeceira) e Baranga do Baranga que comprei pelo precinho camarada que estava e me fez muito a cabeça com seu rock direto e reto. Conversando com o vendedor da loja onde comprei, a Rock Machine Records (propaganda gratuita a gente vê por aqui), disse que já tinha visto muita coisa por naquela galeria, inclusive pessoal pulando pro suicídio, perguntei se era verdade isso pois de vez em quando aparecia alguém dizendo isso, o cara afirmou que sim, que pelo menos uns 20 já haviam praticado esse le pakour pro inferno lá.

Enfim, tudo isso me deixou meio pensativo quanto a vida não vale nada pra nós, enquanto o IML recolhia o cadáver, eu saia da galeria em sentido ao metrô, muitas pessoas olhavam com curiosidade, todas queriam alguma historia pra contar em casa, pra afirmar que "um cara matou uma mina com um machado a tarde em um local movimentado" ou "esses rockeiros são tudo maluco, um matou a mulher na base da machadada". Mas o fato é que ninguém estava realmente abismado com a situação, uma pessoa foi assassinada, de uma forma brutal, por mais que essa moça possa ter feito algo de errado ou não, ser morta dessa maneira em um local de tamanho movimento é algo insano. Imaginar que como os suicidas citados pelo vendedor, essa jovem vai virar mais uma lenda que poucos acreditam e ainda riem imaginando "uma mina morta em plena luz do dia na Galeria do Rock, só pode ser mentira", torna as coisas ainda mais duras e frias.

O mundo anda tão maluco que as historias reais são as mais inacreditáveis, triste isso, triste imaginar que você poderia estar lá, poderia ser a vitima que virará apenas uma lenda que ninguém acredita.

09 setembro 2013

Santillo: Rock Com Personalidade

Fala rebentos do rock! Hoje trazemos mais uma banda no Underground23. Uma banda que vale a pena ser ouvida e, como já dizemos, aqui entram bandas que realmente gostamos, que vemos qualidade e que acabamos adotando como trilha de nossas vidas, enfim, sem mais delongas, bora começar.
Começo dizendo que apesar de ser considerado musico em carreira solo, Santillo ao meu ver é uma banda, uma banda muito homogênea e boa por sinal, por isso que não usamos o nome do vocalista e compositor Aldo Santillo e sim apenas o seu sobrenome Santillo, como esta estampado na capa de seu primeiro álbum, Despeito. Em uma entrevista cedida pelo musico a nós do Attitude23, ele mesmo ratificou dizendo "Pois é, costumo dizer que sou banda e sou solo...". 

O caro leitor deve estar imaginando por que comecei especificando isso, simples, porque Santillo funciona como uma banda. As composições que foram compostas pelo Aldo Santillo (vocal), alias ele compôs varias musicas ao longo de sua vida e teve a terrível tarefa de escolher algumas para compor seu primeiro álbum, Despeito, essas musicas passaram pelas mãos de Claudio Santillo (guitarra, violão), Cristiano Lage (bateria), Jeovah Júnior (baixo) e de Marcelo Borges (guitarra, violão) além dos colaboradores Lauro Almeida (tocou teclado na gravação do álbum), Mateus Schneider (fez solos em algumas musicas do na gravação álbum) e Walter Clemente (também compositor que ajudou em algumas composições) se tornando ainda mais redondas, com melodias que dão espaço a todos instrumentos e que em momento nenhum copia ninguém, é tudo muito próprio e único.
Santillo esta em processo de mudança de formação da banda, já esta ensaiando para a próxima temporada de shows. O musico afirma que essa nova formação também vai trazer bons frutos, acredito nele e aguardo a chance de ouvir o próximo álbum com essa nova formação que trará frutos diferentes e de qualidade assim como foi o caso de Despeito. 

Por falar em Despeito, devo dizer que é um álbum coeso, honesto e sem frescura com 12 musicas que te levam a vários momentos, tanto em suas melodias quanto em letras. Despeito foi gravado de maneira independente, com os recursos do próprio musico e tem uma qualidade ímpar nas suas gravações, é limpo e direto. Você pode encontrar o álbum disponível pra download e comprar uma cópia física pela página da banda no Facebook (final do post tem o link), vale a pena ter uma copia e a visita na página também pois lá é um canal aberto com o músico que respeita e muito seu publico. 
Santillo é uma daquelas bandas que deixa as pessoas que gostam de rotular rock meio nervosos, eles tem um estilo próprio, algumas vezes beira ao rock clássico como ele mesmo gosta de definir, outras vezes mandam uns blues e até um som mais "abrasileirado" com um gostinho de MPB, calma, eles não fazem "mistureba" não, é algo que simplesmente acontece no som deles e é tão bem encaixado que salvo uma musica ou outra, que estão mais evidentes, que irão perceber tais influencias. Por falar em influencias, desculpem mas não vou dizer o que os influenciou pois mesmo o musico deixando nomes, ele não copia ninguém e isso é evidente em seu trabalho. 
Suas letras trazem uma poesia direta, tratando de sentimentos e momentos cotidianos, como foram sons compostos durante toda a vida de Aldo Santillo, podemos sentir que cada uma condiz com um certo momento da vida do musico e que passam exatamente o que querem falar, são diretas e sinceras e em português, coisa bem difícil de se ver com qualidade. Por falar nisso, no seu primeiro álbum, ainda tem uma bela balada chamada Videogames que é composta em inglês e chama atenção pela qualidade.
 A primeira ouvida do som da banda, de cara chama a atenção o vocal do Santillo, é bem encaixado, tem um tom suave, depois você percebe toda a harmonia da banda e acaba falando, "caramba, essa guitarra meio bluesada é bem foda." O som dessa banda é assim, direto, sem frescura e que quando se esculta prestando atenção sempre encontra algo novo que acaba gostando então aumenta o volume e esculta pois isso é rock n' roll dos bons, coisa que não se encontra muito hoje em dia.

03 setembro 2013

The Unforgiven II: Para Refletir Nas Entrelinhas.


Fala Galera! 
Hoje quero falar de um som que curto muito e que tem uma importância e significado específicos na minha história.
Ressalto que não se trata de release, muito menos pretendo aqui fazer interpretação da música. A meu ver, uma boa música não dá espaço a definições. E é o caso desta. Quero portanto deixar pontos instigantes (pelo menos a mim o são) e, quem sabe, leva-los a viajar nesse som.

Lets Go!


The Unforgiven II sempre foi uma música “curiosa” para mim.

A letra dessa música sempre me chamou muito a atenção por causa das dúvidas que ele levanta com relação a “ela” - segunda personagem da música.

Pede pra que ela conte a ele o que aconteceu e de certa forma, as palavras ou talvez a voz dela, a presença.. eram o suficiente para o acalmar:

Diga as palavras que eu quero ouvir

Para fazer meus demônios fugirem

Fala da “porta” acredito eu, que essa porta seja o coração dele. Ele diz que essa porta está trancada, mas que estará aberta pra ela “SE” ela for sincera, "SE" ela for capaz de o entender.


A porta está trancada agora,
Mas, está aberta se você for sincera
Se você poder entender o eu
Então, eu posso entender o você


Ele diz que ambos compartilham do mesmo paradoxo. E esse paradoxo está presente o tempo todo na música. Isso é bem visível e me chamou muito a atenção.

Ele não tem mais certeza quanto ao que sentia e sabia… parece ter perdido a confiança em todos e talvez por isso toda essa incerteza. Nesse momento ele pergunta se deve abrir a porta pra “ela” como se tivesse se perguntando se deveria confiar nela, se ela merece essa confiança.

Fala da solidão dele, da doença… se pergunta se ela o ama, se ela não o ama.

Jura que a companhia dele não irá machucá-la e diz que se ela deixar de ama-lo, ela nunca o amará novamente.

Há um momento em que fica claro ela entrando em cena na música. Nesse momento tudo deixa de ser apenas suposições e ele começa afirmar. Talvez ela tenha tirado as dúvidas que ele tinha tinha e dessa forma ele passa a ter um pouco mais de certeza.

Ele agora ja tem certeza que ela estará “lá”, “com certeza” ela estará “la”.

Acredito que “ela” deva ter dito que não o abandonaria e por isso, tanta certeza.

Deitada ao lado dele, conversando com ele, ele já consegue ver o sol mesmo de olhos fechado. Como se estivesse com suas esperanças renovadas.. como se pudesse sonhar novamente.

Nesse momento, ele entrega a “ela” a chave, acredito que essa chave seja a confiança dele que ele deposita nela. Mas isso, só acontece depois dessa conversa… Acredito que nessa conversa ele tenha saciado uma de suas maiores dúvidas: Se ela era imperdoável também.

Ele só entrega a “chave” pra ela depois de descobri que sim, ela também é imperdoável. 

Talvez isso o tenha deixado mais à vontade. Ele sabe que ela não poderá o julgar porque ela também não é livre de culpa.


Ele esconde os seus segredos nela. Só ela sabe, só ela tem acesso… Ela tem a “chave”. Ela é imperdoável.


Acredito que todos somos imperdoáveis.


I’m the unforgiven

30 agosto 2013

Entrevista com Santillo

Olá galera do rock, pra começar venho com muita alegria dizer que estamos inaugurando a Sessão Entrevista23 e como já esta evidente serão entrevistas que iremos fazer de maneira que sejam exclusivas com perguntas inteligentes e sobre o trabalho dos músicos. Ao contrário dessas entrevistas que andamos vendo por aí que mais parece de revistas de fofocas nós queremos coisas que como o nome e proposta do blog diz, de atitude.
Para inaugurar essa sessão, conseguimos uma entrevista com Aldo Santillo, músico em carreira solo com uma banda de apoio de peso que acaba de lançar seu primeiro álbum, Despeito, com identidade própria e uma qualidade ímpar nas suas composições.
Santillo foi muito bacana conosco sendo muito atencioso e até mesmo paciente, o cara é extremamente profissional.
Enfim, vamos ao que interessa a entrevista que ficou muito show de bola:

Primeiramente gostaria de agradecer por responder as perguntas do Attitude23 e pela atenção dada ao nosso blog. Poderia se apresentar aos nossos leitores?
Na verdade eu é que agradeço. É sempre um prazer conversar com os blogs de música que são o canal mais forte de divulgação da música independente no Brasil. E, ainda mais, quando eu percebo que houve uma pesquisa feita a respeito da minha música, como é o caso de vocês do Atitude23.
Eu sou Aldo Santillo, tenho 42 anos, e lancei ano passado meu primeiro CD, Despeito. Sou compositor desde os 15 anos, tenho uma formação musical ampla, incluindo mpb, música erudita e, é claro, rock, em especial classic rock. Estudei música nos EUA, onde me aprofundei mais no estudo do violão clássico e popular, mas não me considero instrumentista. Sempre tive grande dificuldade com o instrumento. Tudo o que consegui foi a custo de muitas e muitas horas de prática. Mas me considero um bom compositor, tanto de música, como de letra. Ultimamente aprimorei minha técnica vocal e hoje me vejo mais como cantor e compositor. Fiquei muitos anos longe da música mas, há coisa de 3 anos, voltei a tocar e a compor até que, "um belo dia, decidi mudar". Saí do meu emprego e gravei meu primeiro CD.

Seu som é bem peculiar, arrisco dizer que conseguiu um sonoridade própria. Como chegou a esse estilo e qual gênero costuma usar ao descrevê-lo?
Desde que comecei a tocar violão, já queria tocar minhas próprias músicas. Não via a menor graça em tocar músicas dos outros. E assim foi com as bandas da adolescência. Sempre tocávamos música autoral. Gosto muito de compor e, em especial, de ver como a música se desdobra quando apresentada à banda. Geralmente, chego com uma ideia e vamos construindo em cima. Acho essa interação muito importante e enriquecedora para o todo da música. A mim, me parece que a música pede pra ser de uma forma ou de outra, ela mesma se guia. Bem, dito isso, fica claro que desde o início eu queria fazer o meu som. Às vezes me vejo como uma esponja, que suga tudo que está à sua volta e, dessa mistura, inconscientemente, sai o meu som. Acho que a sonoridade própria vem disso, do meu desejo desde sempre de fazer um som próprio, de não imitar ninguém e, também, em grande parte, à banda que gravou o CD comigo. 
Costumo descrever o meu som como rock. É de rock o que gosto. Não é metal, não curto muito metal, sou mais da turma do classic rock, curto muito grunge e punk rock. Algumas pessoas que respeito muito musicalmente já descreveram meu estilo como hard rock clássico, outras como pop rock, enfim, tem pra todos os gostos. Sempre defini meu som como rock, a não ser algumas músicas específicas, como Despeito e Corpo Macio, que claramente são de outros estilos. Mas, sem querer cair naquele lugar comum, não gosto de me apegar a rótulos. Faço a música que gosto.

O seu primeiro álbum, Despeito, pelo que podemos observar é independente, conte como foi a gravação dele. Já haviam musicas prontas e as utilizou ou as compôs especialmente pra esse debut?
Despeito foi gravado de forma totalmente independente, com meus próprios recursos. Tive a sorte de contar com a banda que fechou com o projeto e fizemos o melhor que poderia ser feito dentro dos nossos recursos de tempo e dinheiro. As músicas foram sendo arranjadas e gravadas ali na hora mesmo. Eu apresentava a música e a galera ia construindo em cima. Todos os arranjos passavam pelo meu crivo, exceto no caso de Videogames, que eu deixei por conta deles e, na minha opinião, saiu uma beleza.
A gravação do CD começou com uma música que gravamos pra participar de um festival, que consistia em gravar uma música para uma letra de um artista já consagrado. Essa música, depois, passou a se chamar Outro Lugar, e está no CD. Gostei muito do resultado e senti a necessidade de gravar mais. Foi assim que juntei a galera (Marcelo Borges, Jeovah Júnior, Claudio Santillo e Cristiano Lage) e gravamos mais 4 músicas: Despeito, Segunda-feira, Corpo Macio e A Fé. Esta última não entrou neste CD, mas certamente estará no próximo. Depois resolvi gravar o CD inteiro.
Como disse anteriormente, já componho desde os 15 anos então meu repertório de composições é grande. Mas, muitas delas, têm letras que não se adequam à proposta que queria pra este CD, ou por serem muito ingênuas ou por retratarem posições que já não fazem parte de nossa realidade ou de minhas opiniões hoje. Pra este CD gravei músicas como Corpo Macio e Nuvens, que são do final da década de 80, portanto com mais de 20 anos de existência. Outras são de um período intermediário, como Videogames, Bandido, Lua, Despeito, Segunda-feira e Nananá, que datam de meados da década de 90. Ponto., Por Alice, As melhores coisas da vida são as mais recentes, de 2011 pra cá.

Como bem sabemos, você se apresenta em carreira solo e não como uma banda em si. Para apresentações ao vivo usa uma banda própria? Quais os integrantes? Eles participaram da gravação de Despeito?
Pois é, costumo dizer que sou banda e sou solo. Só me apresentei até agora com a banda que gravou o CD, já citada acima. E curto bastante essa formação, por conta da sonoridade que ela produz. É o tipo de som que eu curto mesmo, que me dá prazer ouvir. Mas nada impede que me apresente com outra banda. Os integrantes originais são Claudio Santillo (guitarra e violão), Marcelo Borges (guitarra e violão), Jeovah Júnior (baixo) e Cristiano Lage (bateria). Para a gravação do CD convidamos o tecladista Lauro Almeida, grande amigo, para a participação em algumas faixas e o também amigo e virtuose Mateus Schneider, que fez o solo em Nananá. Nos shows, adicionamos o também guitarrista e produtor Leandro Carvalho
Devo dizer também que neste CD tenho um parceiro em duas músicas, o amigo Walder Clemente. São fruto dessa parceria Nuvens e Ponto. 
No último mês estou ensaiando com uma nova galera muito boa, aqui mesmo do Rio de Janeiro, e espero em breve fazer mais shows com essa nova formação. Pelo que vi e ouvi até aqui, o som promete com essa banda também. Em breve estaremos com o "bloco na rua".

Voltando ao álbum Despeito, bem interessante que mesmo em composições mais complicadas como a bluesada Corpo Macio você preferiu compôr em português, coisa bem difícil de se fazer mas entre os sons, encontramos Videogames que esta em inglês e devo dizer que foi um dos sons que mais curti, pensa em compôr mais em inglês ou só foi uma experiência mesmo?
Sempre compus em português e confesso que não entendo muito bem o porquê de muitas bandas novas só gravarem em inglês. Videogames foi feita em inglês pois a fiz quando morava nos EUA, foi uma coisa de momento. Nunca tive a pretensão ou a vontade de compor apenas em inglês, mas também, como vocês já devem ter notado pela diversidade de estilos que permeia Despeito, eu não gosto de me prender a rótulos e nem vejo com estranheza ter uma música em inglês em um CD praticamente cantado em português. Nananá, se formos pensar bem, é uma música sem letra, mas com um forte apelo ao espanhol mexicano. Poderíamos até dizer que é, também, feita em "outro idioma".
Quanto à sua pergunta, a resposta é SIM. Já estou gravando uma nova música em inglês, chamada "I won`t let you down" que tem uma proposta ambiciosa, de gravá-la com uma cantora de blues e soul já consagrada. Espero um dia conseguir esse dueto.

Nananá é uma musica bem inusitada, me diverti muito com ela, como surgiu a ideia dessa musica sem letras?
Nananá já nasceu assim, sem letra. Mas a "diversão" da música nasceu mesmo foi no estúdio, enquanto gravávamos. Claudio colocou uma guitarra meio mexicana, usando slides, e então a criação do tema vocal foi quase que imediato. Nananá foi, sem dúvida, a música que mais nos divertimos gravando e criando em cima. Eu sempre pensei nela como um instrumental onde faríamos uma brincadeira com efeitos sonoros, como é o caso do burburinho e da música subindo dentro dele. Mas o apelo country rock veio depois, no estúdio mesmo. Gostei demais do resultado.

Curti o álbum por inteiro mas tenho minhas musicas prediletas nele como Videogames como já disse, As Melhores Coisas Da Vida que é uma linda homenagem a um filho e Nananá. Quais sons desse álbum que você tem predileção?
Eu sou suspeito, gosto de todas...rs...A minha menina dos olhos, durante muito tempo, foi Segunda-feira, que considero uma música forte, segura, assim como Ponto. Gosto muito de Por Alice e a própria Despeito, que a princípio destoa do resto do CD, mas que, no conjunto da obra, a enriquece.

Já que mencionei As Melhores Coisas Da Vida, uma curiosidade, você logo na introdução dessa musica, deixa claro que é uma homenagem a um filho. Conte-nos sobre essa bela homenagem e esse belo sentimento que é ser pai.
Sim, essa música foi dedicada ao meu filho, João Rafael, hoje com 15 anos. Foi feita num momento difícil pelo qual passamos. Eu quis fazer uma música que todo pai (ou mãe) pudesse cantar para seu filho, daí surgiu essa música e, pelo que tenho ouvido de algumas pessoas, o objetivo foi conseguido. No ano passado, no dia dos pais, fizemos um vídeo colaborativo dessa música, com fotos de fãs e amigos. O vídeo pode ser acessado no http://www.youtube.com/watch?v=19Q8ORG2j1s .

Quais seus futuros projetos?
Pretendo fazer mais shows e gravar mais. Às vezes fico impaciente já que tenho muitas músicas ainda pra gravar e fico pensando naquela adrenalina do estúdio, em como sairão os arranjos, e quero ver isso logo pronto. Mas com paciência tudo acontecerá ao seu tempo.

Enfim, pra finalizar essas perguntas, gostaria de agradecer ao tempo em que dispôs para nos responder e gostaríamos que se despedisse dos nossos leitores.
Gostaria de deixar o meu muito obrigado ao Atitude23 por abrir este espaço importantíssimo para a música independente e, em especial, aos seus leitores. Convido a todos a curtirem meu som, disponível gratuitamente no www.facebook.com/santillo.rock e, também, a compartilhá-lo por aí com os amigos. Na fan page eles poderão acompanhar mais de perto a evolução da minha carreira, ver vídeos, conversar comigo, enfim, é o canal aberto com o público para a comunicação. Valeu demais!

23 agosto 2013

République Du Salém: Um Novo Olhar No Cenário Do Rock Nacional.

Hoje estamos abrindo uma nova sessão no blog que terá como finalidade divulgar bandas underground. Modéstia à parte, essa sessão abre em alto nível!
Há alguns dias fui apresentada a banda République Du Salém. Ouvi uma música e pensei "Cara, bacana!". Ouvi a próxima e curti ainda mais. Desde então venho ouvindo e literalmente lendo as letras. Estudei uma realese cedida pela própria banda a nosso blog e quero aqui, deixar o nosso parecer a respeito da mesma.

Confesso que rock nacional é algo difícil de agradar a meu "paladar auditivo" -Sendo extremamente franca-  Dessa forma, considero-o como o mais complicado de se fazer. Principalmente quando a banda se propõe a fazer em português -Algo que poucas fazem-, e quando fazem, poucos conseguem deixar de forma "bacanuda" sem fugir da proposta.



Ao ouvir o République du Salém fiquei realmente fascinada com a simplicidade e qualidade do som que eles trazem. Quando digo "simplicidade" não estou dizendo que seja pobre, porque isso visivelmente não é, pelo contrário. A banda, tendo como elementos de inspirações Led Zeppelin, Black Crowes, Allman Brother, Titãs e Mutantes, apresenta-nos um rock diferenciado com letras que te prendem, levam a reflexão e desafogam.
Muitos pontos despertaram a minha atenção a respeito da banda. A começar pelo nome. Em contato com a mesma, recebi a seguinte definição que por sinal, é incrível:


Inspirado na obra “A República”, o nome da banda está ligado à ideia de justiça abordada por Platão, exemplificada em uma cidade perfeita, ou seja, sem falhas. Este conceito só é possível se observado em um ambiente onde não haja erros (o chamado “mundo das ideias”). Completando a mesma ideia, a palavra Salém (hebraica-Árabe) tem alguns significados, dentre eles: paz, plenitude, completo. Republique du Salem, um mundo onde é possível ter paz em meio ao caos.

Além do nome, é muito interessante o visual adotado pela mesma o que, aliás, nos passa exatamente a ideia a que seu som se propõe. Um rock sem frescura e visto sob uma nova ótica.
Como uma amante do som do baixo, gostei muito de ver o dialogo do mesmo com a guitarra e de ambos com demais instrumentos e vocal. Tudo em uma simetria perfeita e singular.
Posso dizer com segurança que o primeiro álbum da banda, O Fim Da Linha Não é o Bastante, composto por seis músicas é um álbum completo e cumpre o que a banda se propõe: Trabalhar composições com temáticas urbanas e poética a fim de induzir a conscientização e atitude.
E eles cumprem isso muito bem. Desde a harmonia e sintonia da banda presente em cada canção, onde percebe-se a importância e respeito mutuo e onde cada um tem seu espaço e o ocupa perfeitamente bem, à boa elaboração das letras de suas composições.

O álbum que tem como primeira faixa Cidadão Kane, (acredito que o titulo TALVEZ faça alusão ao super clássico do cinema do ano de 1941: "Citizen Kane". Uma especie de biografia disfarçada da ascensão e queda de uma importante personalidade. O Filme gerou muita discussão na época e ainda se faz intrigante. Mas enfim, apenas suposição, corrijam-me caso esteja enganada ou precipitada) abre as cortinas com uma critica social sobre o nosso famoso "pão e circo", ao comodismo que vivemos em troca de migalhas e incentiva a dar um basta nisso, a não mais acreditar em falsas promessas.

Dando um salto, temos na terceira faixa uma linda música romaticuzinha: Apenas Uma Canção De Amor. Tem um embalo muito bacana, letra singela e que se mostra verdadeira e conta com a participação de Rachael Billman. Essa música contém um sentimento mais profundo e não trata-se de uma mera canção de amor. Mas uma canção para O verdadeiro amor:


"(...)Atrevo-me a rendição a este amor
Que é tão sincero e verdadeiro
E ele escolhe perdão
Mesmo quando eu tropeçar novamente

Eu continuo lutando para ser justificada
E para tornar tudo claro como cristal
Mas quando tudo está caindo aos pedaços
Eu ainda posso sentir você aqui."


Mais um salto e temos  Expresso 212, faixa que encerra o álbum e encerra com chave de ouro. Essa faixa manteve a qualidade presente em todas as outras, com um super arranjo e uma letra simplesmente incrível.

Não é minha proposta falar de todas as musicas. Até porque não conseguiria passar com fidelidade todo o peso que elas carregam.  Mas nota-se através delas, que o République traça um linha onde consegue ir da critica  ao cotidiano sem deixar "cair a peteca" e trazendo consigo, além de melodias vistas de outro angulo, letras muito bem trabalhadas abrindo mão do "Obvio" e assim cedendo espaço a poesia.
E não pensem que exagero ao falar do álbum! Ele é tão foda que foi pré-indicado ao Grammy Latino 2013 nas categorias "Best Brazilian Rock Album" e "Best New Artist".

Composta por Davi Stracci (Vocais), Guido Lopes (Guitarras, violão, piano, pedal-steel), Marcio Albano (Baixo), Raul Lino (Bateria, backing vocal), trata-se de um projeto recente, mas nem por isso inexperiente já que seus componentes possuem individualmente anos de experiencia atuando em diversas áreas no cenário musical.
O République mostrou para o que veio e deixou evidente seu objetivo. Pela maturidade da banda, pela proposta e pela coragem, espero que logo saiam da cena underground e alcem voo. Estou certa que isso não deve tardar a acontecer.

20 agosto 2013

De lá pra cá, De cá pra lá

Um ano já se passou desde que a ideia desse blog surgiu, desde que ele saiu dos nossos rascunhos pra se tornar o que ele é, muita coisa aconteceu nesse um ano e alguns quebrados e nos fez ter que dar um tempo com ele, coisa que não diminuiu nosso carinho e nossa ânsia por continuar com ele mas nossas vidas estavam muito corridas, ainda estão mas as coisas já estão começando a se colocar em seu lugar e por isso retornamos a nossa programação normal no nosso querido Attitude23.
Pra começo de conversa, e de avisos, devo dizer que iremos dar nosso máximo pra manter posts semanais, pelo menos semanais, acredito que em uma semana ou outra poderemos fazer mais que um simples post mas a promessa fica no semanal mesmo pra não prometer em vão. Explico o porque disso: Desde quando criamos este blog, a proposta sempre foi criarmos nosso conteúdo, ao contrario de muitos blogs que tem como tema o rock e apenas copiam noticias de blogs gringos, nós criamos nosso conteúdo e quando se trata de uma noticia, sempre corremos atrás das informações para passar a noticia da melhor maneira possível, tendo em mente que é verdadeira e não mero boato ou algo que se pareça mais com fofoquinha de revista adolescente feminina. Criar conteúdo é mais complicado do que o famoso Ctrl+C/Ctrl+V, requer pesquisa, sempre procuramos escrever de maneira séria e sem modismo, procuramos entregar posts de qualidade e esperamos sempre que percebam todo nosso esforço pra isso.
Além disso tudo que já citei, devo dizer que estamos pensando ainda em alguma coisa pra comemorar o aniversário de um aninho do blog, já esta espichando esse minino. Além do mais devo avisar que estamos preparando muita coisa bacana, entrando em contato com uma galera bem interessante que irá lhes proporcionar um conteúdo muito show de bola.
Enfim, avisos dados, tudo dito, então não há mais porque se estender né, basta irmos ao rock babys.

09 julho 2013

"Dançando mais do que lasanha"

A sessão "Humor" do Attitude23 estreia com a noticia da semana e também com uma critica.
Como é de conhecimento de todos, foi morto essa semana o funkeiro Daniel Pellegrine. Um jovem de 20 anos mais conhecido como "Mc Daleste".
Está certo que ninguém está isento de sofrer um atentado tal qual o jovem em questão. Está certo também que o fato de se tratar de um funkeiro, não é justificava ao crime. Tão pouco apoiamos tal ato.
A critica vai para a sociedade, para os fãs, para os pais. Todos vocês, sem exceção, ajudaram a puxar o gatilho da arma que tirou a vida desse muleque. 
Promoveram uma pessoa que visivelmente não tinha talento, não sabia compor. Mas achavam "bunitinho" vê-lo cantar. Então que foda-se a falta de condição vocal para cantar ou critica para compor.
Vendo noticiário, soube que esse mulequinho faturava e muito. Incrível né? Não, não estou falando do faturamento, estou falando do tanto de pessoas imbecelizadas que o proporcionava tal faturamento. Detalhe, tudo isso fazendo apologia a droga, criminalidade, tráfico, sexo e dinheiro. E ai eu me pergunto "cadê os pais?". Cadê você sociedade? Onde foi parar sua razão? Por que apoiar, incentivar e patrocinar a perda de valores, o desleixo, insensatez e degradação humana?

03 julho 2013

"Vamos celebrar a estupidez do povo, nossa polícia e televisão."

Fala galera! 
Esses meses têm sido corrido para nós (donos do blog) e por isso ele anda parado. Mas vou aproveitar alguns dias das minhas férias para colocar em pauta alguns assuntos que há muito tempo venho adiando.
Bom, para começar, quero falar de algo que é do interesse de todos e que vem sendo discutido e muito divulgado por esses dias: A Revolução Brasileira.
"Aaah, mas caramba, isso aqui é um blog de rock porra!" Verdade. E esse é mais um motivo para aborda-lo aqui. Rock é atitude, crítica... certo? Então vamos botar a mente para funcionar hehe!

Estamos vivendo uma nova fase no nosso país. Finalmente, durante tantos e tantos anos, o povo tomou coragem de ir às ruas e lutar pelo que nos é de direito. E isso é muito foda. Sério, nunca senti tanto orgulho em dizer que sou brasileira como tenho sentido nesses dias.
Mas aí vem a mídia, generaliza sobre os "arruaceiros" acredito que, não só com intuito de tirar a credibilidade da manifestação, como também de impor medo àqueles que ainda não tinham ido às ruas.
Além desse ponto, vem um outro que, particularmente, considero ainda mais crítico: Os jogos.
Não cara, respira. Nada contra seu game! Refiro-me aos jogos de futebol que vinham acontecendo. É, tinham um nome bunitinho: "Copa das Confederações".
"Mas o que um jogo têm a ver com protestos? Agora tem que deixar de ser amante do futebol para lutar pelo próprios direitos?" Não mesmo! Acontece que esse é apenas mais um dos meios de desviar o foco da população e da mídia internacional para o que realmente esta acontecendo. No jogo Brasil X Espanha, por exemplo, enquanto todos vibravam no estádio e em casa, havia uma verdadeira guerra em torno do estágio. Alguém viu a cobertura disso ao vivo? Ou pelo menos um noticiário rápido do momento do protesto? Porque eu não vi.
A respeito do poder de manipulação da mídia, estava lendo esses dias algo realmente muito bacana: "As 10 Estratégias Da Mídia" por Noam Chomsky (Linguista e filósofo norte americano).
Chomsky elaborou uma lista sobre 10 (dez) estratégias de manipulação que foram  preparadas desde as décadas de 80 e 90 (oitenta e noventa) para manipulação dos povos através dos meios de comunicação.

1- No primeiro item ele fala sobre A Estratégia Da Distração. Elemento primordial do controle social: Segundo ele, a distração consiste em tirar a atenção do público dos problemas importantes: "Manter o público distraído, longe dos verdadeiros problemas sociais, seduzidos por temas sem importância real; manter o público ocupado sem nenhum tempo para pensar, de volta ao ‘estábulo’ como animais."

2- Criar Problemas E Depois Oferecer Soluções: Aqui é apontado um problema e, de forma sutil, uma  situação prevista para obter do público, uma reação especifica. Assim, o próprio público será o mandante das medidas para solução do problema: "Por exemplo, deixar que se desenvolva ou que se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o requerente de leis de segurança e de políticas que causem danos à liberdade."

 3- A Estratégia Da Degradação: Para que a população aceite algo inadmissível, para que este algo seja aplicado ao poucos. A "conta-gotas" durante bastante tempo. Dessa maneira, condições sócio-econômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 80 e 90. Mudanças como privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários baixos... provocariam uma revolução se fossem aplicados de uma só vez.

4- Atrasar A Realização De Algo: Este é parecido com o terceiro já que força o publico a ser conveniente com algo que o público considera inviável. Porem aqui é apresentado uma decisão como sendo "dolorosa e necessária", assim, em certo momento obterão a aceitação do publico para mais tarde aplicá-la.
"É mais fácil aceitar um sacrifício futuro que um imediato. Primeiro porque o esforço não é empregado imediatamente. Depois porque o público, a massa tende a esperar ingenuamente que “as coisas vão melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido será evitado. Dessa forma, acostuma-se com a ideia da mudança e ela é aceita, com resignação".


5- Dirigir-Se Ao Público Como Crianças: Boa parte da publicidade que se dirige a um grande publico, usa discurso, entonação, personagens e argumentos infantis. Tratando assim o publico como uma criança ou débil mental. "Quanto mais se tenta enganar o espectador, mais se tende a adotar um tom infantil. Por quê? Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, pela sugestão, ela terá, provavelmente, uma resposta ou uma reação também desprovida de um sentido crítico, como uma criança."

6- Utilizar Mais O Aspecto Emocional Que A Reflexão: Com essa técnica o publico não consegue fazer uma analise racional e critica da situação. "Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou injetar ideias, desejos, medos, compulsões ou induzir comportamentos."

7- Manter O Público Ignorante E Medíocre: Essa responde ao por quê do governo não investir em educação: "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível para que ela se torne bastante ignorante e seja impossível alcançar as classes sociais superiores".

8- Estimular O Publico A Ser Complacente Com A Mediocridade: "Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto."

9- Reforçar A Autoculpabilidade: Estimular a pessoa a acreditar que ele é o culpado por sua desgraça porque não é inteligente. "Assim ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, a pessoa se autodesvaloriza e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo efeito é a inibição de sua ação. E sem ação não há revolução"

10- Conhecer O Individuo Melhor Que Ele Mesmo: "Nos últimos 50 anos, o avanço acelerado das ciências gerou uma crescente brecha entre os conhecimentos do público e aqueles utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” desfruta de um conhecimento físico e psicológico avançado do ser humano e consegue, assim, conhecer o indivíduo comum melhor do que ele mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre as pessoas, maior do que elas sobre si mesmas".

Fonte: Fórum Século21

Continuaremos a falar sobre esse tema mais tarde. No momento, fica a reflexão.




15 janeiro 2013

Sex N' Roll

Hoje quero falar de um assunto que sempre todos param pra ler, sim sim, isso mesmo que você esta pensando seu saphadhenho(a): sexo.
Quero falar um pouco de sexo e rock n' roll. Sem drogas, para conseguir mais sexo. Ou como disse Steven Tyler:
"Sexo, drogas e rock n'roll, livre-se das drogas e você terá bastante tempo para as outros dois".
Pra início de conversa que fique claro aqui que não estou fazendo um texto descrevendo de maneira histórica o sexo no rock ou que quero falar de um todo, pois seria algo praticamente impossível já que existe muita coisa ligada a isso. Enfim, explicações dadas, vamos ao que interessa.
O que quero dizer é como vejo o rock: Como algo realmente flexível em suas letras, visões de tudo e sinceramente acho isso um grande motivo de orgulho. Poder ouvir um álbum de uma banda e notar letras falando de vários assuntos de várias maneiras diferentes. Um grande exemplo disso é o Kiss, entre suas musicas podemos ver letras românticas que podem servir pra embalar muitos casais em suas horas de sem-vergonhice como também podem servir para declarações mega romanticuzinhas. Mas além dessas musicas, podemos encontrar também musicas realmente sacanas, por exemplo, Love Gun onde fazem o trocadilho entre pênis e uma arma. Inúmeras outras musicas com esses trocadilhos são vistas nos álbuns do Kiss, principalmente entre os iniciais onde até mesmo o nome do álbum é uma referencia ao apetite sexual da banda. Hotter Than Hell é um grande exemplo disso.
Aliás, no hard rock encontramos muito desses tipos de letras e musicas: são safadas as letras mas inteligentes, bem sacadas. AC/DC, é um exemplo, sempre tem musicas sacanas, mais voltadas pro lado sacana mesmo, como na época do lendário Bon Scott, onde praticamente todas musicas tratavam de suas desventuras sexuais, até mesmo DSTs são citadas como na famosa The Jack. Dentre outros exemplos podemos citar o Aerosmith, onde sempre encontrará alguma musica com conotação sexual em seus álbuns. A mais famosa de todas Love In The Elevator, onde é contada uma festinha de Steven Tyler num elevador.  Basta prestar atenção na letra pra saber o que aconteceu com o safadão botocudo. Van Halen na fase com Dave Lee Roth, também trouxe muitas canções assanhadinhas como no seu álbum de lançamento com Ice Cream Man, que é um grande trocadilho de sorvete com sexo oral.
O caso é que esses trocadilhos e coisas que hoje em dia se tornaram ainda mais na cara e começaram a se tornar normais com o Rolling Stones, que quando começaram, queriam mostrar serem "maus", usaram isso ao seu favor pra fazer frente ao Beatles. De certa forma deu certo, pois até hoje tem gente que usa a frase "Enquanto os Beatles queriam segurar a mão, os Stones queriam passar a noite junto". Esse trocadilho graças a musica Let's Spend The Night Together dos Stones e I Want Hold Your Hand dos Beatles. 
Claro que muitos acontecimentos, pessoas e bandas colaboraram pra muitas e muitas musicas com essas conotações, desde Jim Morrison com suas apresentações sexuais nos palcos a frente do Doors e Janis Joplin com seu amor livre junto dos outros hippies, até os dias de hoje em que bandas sobem aos palcos nuas e cantam letras com menos vergonha ainda.