16 outubro 2017

Terminei: Tomb Raider Legend

Você sabe aquele jogo que não te dá tanta vontade assim de jogar mas que quando começamos a jogar nos divertimos, apesar dos pesares e acabamos jogando por mais tempo do que poderíamos, perdendo assim a hora, ou indo dormir mais tarde do que deveríamos? Pra mim a maioria dos jogos da série original de Tomb Raider são assim.
Essa trilogia eu tenho, os jogos não as mulheres.
Indo nesse pensamento, fui comprando praticamente todos os jogos da série original que tem na loja da XBox Live por preços lindos e promocionais, sério, não paguei mais de 10 Healls em nenhum deles. De fato, de todos os jogos Tomb Raider, o único que me falta é o Raise Of Tomb Raider, se quiser me presentear com uma cópia, aceito de bom grado.
Enfim, nessa semana estava fuçando na minha biblioteca, a procura de algo diferente do que vinha jogando e decidi jogar Tomb Raider Legend, esse jogo produzido pela Crystal Dynamics e publicado pela Eidos Interactive para uma caralhada e meia de plataformas em 2006.
Foto estratégica para mostrar dois grandes detalhes.
Esse jogo é lindo, os movimentos da Lara (sou intimo dela e por isso não preciso usar seu sobrenome) são todos detalhados e ela tem muitos movimentos, saltos, animação toda certinha para puxar as armas e por aí vai... Mas o que é muito  bonito, nem sempre é tão funcional, em trechos de chefes onde é necessário ser rápido para sacar armas e guarda-las para usar o gancho, toda essa linda movimentação só atrapalha e atrasa, te fazendo morrer até o cu fazer bico sendo que muitas vezes a culpa não é exatamente sua, o que vai te deixar com um ódio inexplicável pela humanidade. Aliás, o jogo não é difícil, ele tem uma dificuldade acentuada com algum desafio aqui e alí mas nada hardcore, porém, muitas mortes aqui se dão por conta de bugs e cagadas da personagem em si, o que é um cu e me deixou muito contente em vê-la morrendo, o que me levou a um paradoxo sem fim.
Se fizessem um jogo só com essa parte de moto eu jogaria mas jogaria muito.
Mas cheguei ao fim dessa bagaça, passei por bosses (plural de boss, my inglish is fucking power special), por buzzles desafiadores, ou nem tanto já que sou burro, e por bugs e terminei. Terminei para ver um fim que mais parecia aqueles fins que diretores dão a filmes que terão continuação. Sabe aqueles filmes onde chega ao fim e a heroína fala algo do estilo "ainda temos muito a fazer, como descobrir quem roubou meu wi-fi e puni-lo com prazeres nasais!" 
Lembra que falei do gancho em algum ponto do texto que não lembro mais?
Pois é, o fim de Tomb Raider Legend é esse tipo de fim com o grande clímax acabando num fim incompleto que te deixa mais decepcionado que ter um boquete que foi pago adiantado interrompido,  mas mesmo assim é um game e como um game ele me divertiu, apesar dos pesares pesarosos e desprazerosos.

13 outubro 2017

5 Minutos - 3 - Alex Kidd In Miracle World

Depois de um tempo de férias, voltamos com um gameplay de um clássico absoluto. Alex Kidd In Miracle World é um clássico, ame ou odeie, esse fato você deve aceitar.
Esse jogo de plataforma, lançado em 1986 para Master System, foi desenvolvido pela própria Sega (sendo que a Tectoy fez todo o trabalho de localização para o Brasil, traduzindo a porra toda para PT-Hue-BR) e de certa forma estava um pouco a frente de seu tempo, pois aqui é possível usar diversos veículos e itens, coisa muito pouco explorada em jogos de plataforma da época.
Enfim, espero que se divirtam com mais esse 5 Minutos e nos vemos no próximo post... Sim eu vejo você, tira essa mão de dentro da roupa íntima!

12 outubro 2017

Hoje Eu... Assisti e Ouvi: The Templar Renegade Crusades - HammerFall

E aí filhos do metal. Venho hoje falar que Hoje Eu... assisti e ouvi o DVD The Templar Renegade Crusades do HammerFall, os outros filhos do metal.
Se você é um bastardo do metal que não sabe que diacho de DVD é esse, fique sabendo que é uma copilação de gravações ao vivo, clips, vídeos dentro da gravação de álbuns, de backstage e tudo que é porra que aconteceu com a banda até o ano de 2002, onde foi lançado o DVD. Tem até a passagem dos caras por aqui no Brasil, tomando água de coco em praia do Rio De Janeiro.
Como já disse, e você tem que prestar atenção ao que eu já disse para não se perder no texto e achar que eu já disse o que não disse, o DVD é bem completo. De tão completo começa na gravação de I Want Out pro álbum Legacy Of Kings. Nesse iniciozinho, contamos com uma minientrevista com Kai Hansen (Helloween/ Gamma Ray/ Iron Savior/ Unisonic), que nesse som participa com vocal, guitarra, teclados e lanchinhos... voltando a entrevistinha, nela ele fala que o HammerFall é o que há de novo no metal.


Pensando no que um dos maiores mestres do metal fala naquela época, realmente o HammerFall era o que melhor havia de novo (na verdade nem era tão nova a banda assim já que estava em seu terceiro álbum de estúdio naqueles tempos), a banda surgiu sem trazer muito de novo porém reciclando e misturando muito bem tudo que o metal criou até então. Suas influencias estão todas nas suas musicas e tratadas com muito respeito, não só nisso, em toda a mitologia da banda você pode sair captando influencias e referencias que fazem lágrimas rolarem nas ceroulas do Capitão América... ele é um tiozão de mais de 70 anos, certeza que usa ceroulas e não cueca boxer da moda. 
Voltando ao HammerFall, na liga que compõe o metal da banda podemos encontrar Manowar, Judas Priest, Helloween, Accept e Iron Maiden, entre outras. Todas essas influencias estão claras e eles não tentam nem mesmo esconder pois fazem covers cheios de qualidades dessas bandas, porém é aqui que o HammerFall mostra sua grande qualidade, tudo isso misturado e incorporado ao som dos caras não deixa a musica deles sem identidade, pelo contrário, é preciso ouvir pouco pra saber que aquela composição é da banda.
Isso que o HammerFall fez de não inventar a roda mas colocar uns bons rolamentos nela deu um novo fôlego ao heavy metal no início dos anos 2000, talvez o que seja preciso para o heavy metal voltar a ter pique seja isso, que as bandas novas que estão surgindo parem de tentar inventar uma roda quadrada e apenas coloquem rolamento naquele velho modelo que funciona tão bem.

10 outubro 2017

Review23: Demanufacture - Fear Factory (Remaster de 2005)

Mídia: Relançamento De Álbum de Estúdio
Banda: Fear Factory
Álbum: Demanufacture
Ano: 2005 (1995)
Selo: Roadrunner/ Sum Records
Roubando um trecho de um texto contido no encarte do CD, descrever uma fudendo obra-prima em poucas palavras é difícil.
Para te situar, caso não conheça essa banda ou álbum, Demanufacture é o segundo álbum de estúdio do Fear Factory, lançado em 1995, foi um marco para o metal como um todo, sendo um dos pioneiros do metal industrial. Saporra influenciou muita banda que veio depois.
O álbum original continha 11 musicas, depois outras duas versões de lançamentos mundiais trouxeram mais 3 musicas bônus, todas essas 14 musicas foram reaproveitadas nesse relançamento, ganhando o acréscimo de mais 3.
Deixe-me explicar melhor, estou falando aqui do relançamento de Demanufacture feito em 2005. Essa versão em CD vem em digipack, contendo 2 CDs, o remaster do Demanufacture, contendo as 17 musicas que já citei e um segundo CD contendo o Remanufacture (Cloning Technology), um álbum de remix das musicas originais em parceria de Junkie XL, lançado pela banda em 1996.
O álbum original é paulada sobre paulada, começando por Demanufacture uma porrada que deixa claro o que se encontrará no resto do álbum começando com uns ruídos maquinários e uma pedaleira dupla estuprante antes de tudo, segue-se Self Bias Resistor com um riff matador e uma brutalidade sem tamanho nas palhetadas, Zero Signal que cria uma aura desde sua introdução e Replica, o grande single do álbum que teve até clip vinculado ao jogo Test Drive 5, mostrando a mentalidade de que somos a todo momento violados por nossa tecnologia. New Breed, outro single do álbum, deixa claro o que a banda é "Somos a nova cria/ Somos o futuro", Dog Day Sunrise vem em seguida e é um cover da banda Head Of David, Body Hammer mostra o quanto o vocal é flexível mudando o tom e estilo de vocal facilmente. Flashpoint traz um tom de desabafo, H-K (Hunter-Killer) uma porrada que traz muito de thrash metal em seu DNA, Pisschrist chega com sua critica ao cristianismo e A Therapy For Pain fecha a parte das musicas originais do álbum com chave de ouro, envolta em uma crosta de chumbo, com uma sonoridade que remete e muito ao doom.
Chegamos assim a fase bônus do CD 1, Your Mistake destoa um pouco das faixas que vinham se seguindo mas isso não é ruim, é uma puta musica, um cover do Agnostic Front, o que prova que é foda até o osso. ¡Resistancia! é o lado grinder da porra toda, rápida e fugaz, e Concreto com o vocal mais diferente que Burton C. Bell faz aqui, traz um tanto de death metal nisso. New Breed dá as caras novamente em um remix meio que desnecessário, seguido por Manic Cure, um som totalmente voltado ao eletrônico e um remix de Flashpoint que me remete muito a hip hop.
Como já disse, o CD 2 é o álbum remix Remanufacture com 4 músicas bônus. Aqui encontraremos remix das musicas do Demanufacture, as musicas possuem nomes diferente mas são apenas remix em batidas eletrônicas das musicas originais, algo que não faz muito minha cabeça apesar de serem boas para quem pretende fazer alguma discotecagem, no resto não é tão interessante mas vale como elemento de coleção.
A arte de capa é linda e em versão digipack fica ainda mais bonito já que a capa pode ser inteiramente aproveitada, sendo que o tema central do álbum a capa deixa claro: a automatização da vida, o homem moderno se entregando as máquinas. O encarte além das letras das musicas do álbum original (as musicas bônus não tem letra no encarte) traz um texto documental do jornalista Jason Arnopp e um bate papo da banda, e fechando a parte textual Junkie XL com um resumo de sua experiencia com a banda. Além dessa enxurrada de textos, encontramos fotos documentando a época do lançamento do álbum, de fotos da banda fazendo pose divosa á fotos de shows e capas de revistas e coisas do nível, tudo para documentar a grandiosidade disso aqui.
A versão que tenho é importada da Argentina, já que a nacional está fora de catálogo, sendo assim, tive que pagar um tanto caro mas valeu a pena pois pra boa arte, não há preço. 
Apesar de algumas coisas desnecessárias, esse álbum é um marco que caso não tenha ouvido, deve tirar uma hora para apreciá-lo e curtir e em um futuro investir pois lhe garanto que vai curtir.

08 outubro 2017

Hoje Eu... Joguei: Destiny

Fala meus lindorosos. Nesses dias saiu a noticia de que o conteúdo exclusivo dos Playstations no Destiny seria finalmente lançado nos XBox. Como sou dono de um XBox 360 e a versão desse jogo que possuo é dele, fui conferir saporra e por isso Hoje Eu... joguei Destiny.
Joguei e posso ser bem sincero que, não encontrei porra nenhuma de novo!
Porra nenhuma mesmo!
"Encontrei nada, estou no meio de nada."
Em Destiny há 3 classes, e por consequência acabei criando um personagem em cada uma delas, sendo que acabei usando os 3 slots que o jogo concede. O personagem mais forte que tenho é da classe Titan que está no nível 40 (o mais alto possível na versão old gen do game, pois a Bungie acha que os pobres não merecem chegar ao nível máximo) e usei ele para ver se há alguma coisa no jogo todo liberado.
Titan EXO meramente ilustrativo.
Não sei se essas DLCs foram lançadas apenas para XBox One e a Bungie e Activision esqueceram que lançaram o jogo para XBox 360, ou se ainda está para lançar essas DLCs, ou eu que sou burro e míope demais para encontrar, mas o fato é que eu não encontrei nada de novo ali.
Assim como eu, acredito que muita gente resolveu jogar o game por conta dessa noticia pois os mapas e pontos sociais do jogo estavam cheios como a muito não tinha visto. Não que os mapas estão vazios como alguns seres da mídia gamer apitam, é possível encontrar partidas multiplayer facilmente mas não está mais lotado como antes estava.
Sendo assim, resolvi me divertir jogando no multiplayer e foram boas 3 horas gastas trocando tiro com pessoas do mundo todo pois ô joguinho gostoso. Cada jogo tem um atrativo, em Destiny, o atrativo dele (pelo menos para mim) é a qualidade do tiro das armas. Você sente a diferença de fato de arma para arma, também sente a diferença de sub-classe para sub-classe (além das 3 classes que falei ali em cima, em cada uma delas tem uma sub-classe que em cada classe se comporta de um jeito) e acima de tudo isso, tem uma jogabilidade simples, você não precisa saber falar latim para jogar, apenas precisa de prática e a simplicidade é sempre algo louvável porque menos é sempre mais.
Minhas classes classudas.
Enfim, esse sistema de exclusivo ou momentaneamente exclusivo do mundo dos games de hoje em dia é ridículo, nenhum outro tipo de arte aceitaria (duvido que cinéfilos aplaudiriam um estúdio que lança-se um filme apenas para uma marca de DVD, duvido que fans de música aceitariam a sua banda do coração lançando o novo álbum apenas para um formato), porém os gamers, com esse esquema de fanboyolagem, aceitam e aplaudem isso. Não falo aqui de uma empresa ou outra, falo de um todo, é ridículo eu ter um amigo que possui um console da mesma geração que eu e o mesmo jogo e não poder jogar com ele apenas pelo fato de uma empresa não querer dividir o modo online com a outra. Nessa briguinha toda, só quem perde é o usuário que apesar de pagar e pagar caro pelo console e jogo, não tem o direito de ter acesso a 100% do jogo e rede de jogadores dele e ainda acha agradável esse tipo de atitude 

05 outubro 2017

Bandas Teatrais

Senhores e senhoras, hoje o Attitude23 orgulhosamente apresenta  um post recheado de bandas teatrais. Essas bandas, caríssima audiência, nós escolhemos levando em conta algumas características: 1- shows performáticos; 2- máscaras ou pinturas; 3- um personagem criado e incorporado pelos músicos. Esse post tenta lhes trazer o melhor e inusitado desse mundo, tentando assim, lhes mostrar diferentes vertentes e caminhos dessa arte. Esperamos que se divirtam em seus assentos e que tenham um momento agradável.


Mesmo com poucos, ou quase ninguém dando a alcunha (eu acho essa palavra muito da hora, alcunha, tem um que de sacana e outro de intelectual nela) de rock teatral, Bowie foi um dos que melhores interpretaram personagens performáticos no rock, sendo que, ele não ficou em apenas um mas em vários. Ziggy Stardust, Aladdin Sane e Thin White Duke (aqui no Attitude temos um post com todos esses personagens), entre outros que não foram apenas seus personagens no palco mas na sua vida particular, o que lhe rendeu alguns problemas de personalidade. Para cada personagem Bowie criava uma caracterização que ia de maquiagem a vestimenta, que marcou a cultura pop como um todo. Em seus shows, para cada personagem um tipo de performance a frente do seu tempo, assim como Bowie;


Desde o final da década de 60, Alice Cooper vem sendo um dos principais representantes do que estamos tratando aqui. De inicio Alice Cooper era o nome da banda e não apenas do vocalista, porém com tempo ele se tornou o Alice Cooper e a banda ficou no passado... Agora voltou a ser banda, até quando os deuses do rock quiserem. Além do personagem, Alice usa uma maquiagem forte (maquiagem, não corpse paint). Seus shows são totalmente performáticos, com palco cheio de apetrechos que garante um espetáculo a parte. Letras obscuras ou com tom obsceno completam essa grande pesa dark;


Máscaras pintadas no rosto, alter egos e até mesmo instrumento estilizado em prol desses personagens. O Kiss já tentou abandonar tudo isso mas Kiss não é Kiss sem todos esses apetrechos. Os personagens criados pela banda já até fugiram para outros ambientes como HQs e games, expandido essa grande peça do rock;

King Diamond

Um dos personagens mais emblemáticos da cena heavy metal, King Diamond ficou famoso da clássica banda Mercyful Fate, onde seu personagem se distinguia do resto da banda com seu rosto pintado com corpse paint, cheio de cruzes invertidas e elementos satanista. Tudo enfatiza o horror desde suas letras até o jeito de se apresentar, com seu microfone feito de ossos humanos, também chegou a usar um cranio que era nomeado de Melissa mas como mulheres não tem coração, nem mesmo mortas, ela foi roubada na Holanda;

Twisted Sister

Uma das bandas mais importantes e marcantes dos anos 80, o Twisted Sister marcou por conta dos músicos vestidos como mulheres, mulheres bem feias por sinal. Tudo nas apresentações ao vivo marcavam a ironia e o humor e isso vazava para os vídeos da banda que são clássicos absolutos não só do rock mas da cultura pop em geral;
Bathory

Calma, não me xinga antes de ler, que estupides tá na moda mas não é legal. O black metal como o conhecemos tem grande influencia do Bathory e não adianta vir com aquele papinho furado de Noruega e blá blá blá que isso é fato. O Bathory como tal, apesar de ter pouquississississimos shows em sua história, é envolto em lendas, acredito que só quem sabia a história de fato dessa banda era seu dono e único integrante, Quorthon que infelizmente já não é mais vivo. Quorthon, não era o nome do musico de fato, toda essa aura em volta da banda era planejada, tudo muito teatral, até mesmo o Boss sendo creditado em encarte de álbum. Citamos essa banda aqui porque como disse, o black metal e uma caralhada de outros subgêneros, foram influenciados por essa banda e muito do que encontramos nesses gêneros é teatro puro, um teatro da brutalidade com atores representando e cultuando o lado negro da força, mas mesmo assim, teatro;


Aqui a pegada é a escrotice, a personificação da banda, os nomes, as letras, tudo é pela escrotice, sacanagem e desgraceira. Nas apresentações acontecem execuções e muitas vezes essas execuções remetem a humor negro e daquele da pior espécie possível. Enfim, Gwar é tudo que amamos porque somos uns escrotos do caralho;

Um dos personagens que melhor sabe usar sua imagem vem dessa banda que carrega o nome do vocalista. Cada membro da banda traz um nome fictício onde temos a combinação de uma diva com o de um serial killer, no caso Marilyn Monroe, a atriz e diva dos Kennedys e Charles Manson, fundador de um culto que cometeu vários assassinatos e outras crueldades, um cara que você iria querer como amigo. A palavra de ordem dessa banda é a contra cultura, o vocalista se coloca como o próprio anticristo, um anticristo super star, nos shows encontramos performances pensadas para chocar, onde bíblias podem ser rasgadas, masturbação pode ser interpretada e outras insanidades feitas. As letras remetem a tudo que esses personagens tem a oferecer mas são inteligentes, críticas aqui não faltam e é isso que esse teatro todo quer te mostrar, basta você prestar atenção;


Aqui temos uma exceção mas uma importante exceção, o Rammstein não segue algumas das pequenas normas que estipulamos para as bandas no inicio do texto. Não tem maquiagem nem personagem ou alter egos, são os músicos tocando metal industrial de primeira, porém as apresentações dessa banda tem um tom de teatral com direito a apetrechos, como um lança chamas e panela gigante. Os musicos nos trazem um show coreografado atento a todos detalhes possíveis tornando o espetáculo memorável; 


Aqui chegamos ao lado moderno da coisa, de inicio ninguém sabia o nome dos músicos que eram representados por números, de 1 a 9. Todos integrantes utilizando uniformes (macacões) e máscaras, cada um a seu estilo davam um tom de show de horror para as apresentações dos caras. Com o tempo tudo foi evoluindo, desde máscaras a apresentações onde a brutalidade era enaltecida com integrantes desferindo pauladas na cabeça do outro. Um show do Slipknot é o que exatamente a banda quer que seja, um grande show de horrores de encher os olhos;


As mascaras e os personagens represntados pela banda são levados a sério de maneira religiosa, apesar da mídia ser um tanto quanto herege e já ter mostrado as fuças dos monstros. O Lordi é pensado para ser um rock horror e tudo nessa banda remete a isso, sendo que os vídeos da banda, acima de tudo, fazem lágrimas de emoção escorrer nas calcinhas de nós fans de filmes de terror B;


Podemos dizer que essa bagaceira aqui é o filho bastardo de uma puta aidética com diarreia do Gwar. Nas apresentações, a banda conta com um casting além dos músicos. Personagens sobem ao palco também. Todos os músicos sempre estão mascarados, com mascaras bem podres, o que torna tudo ainda mais interessante;


Uma das bandas com a imagem mais interessante de todos os tempos, o Ghost criou um Vaticano demoníaco, com direito a Papa e tudo. As musicas seguem uma linha etera, remetendo um pouco aos cânticos gregorianos. Tudo na banda remete a esse catolicismo as avezas, com capricho em cada detalhe. Até mesmo nas mudanças de Papa, que são os vocais da banda são levados de maneira ritualística. Goste ou não da banda, ache bom ou ruim o tema, todos conseguem enxergar esse capricho teatral dessa banda;

Enfim, esses são apenas alguns exemplos, muitos mas muitos outros existem por aí para você curtir.

01 outubro 2017

Terminei: Guardian Heroes (HD)

Você sabe o real significado de "jogo obscuro"? Não, não é jogo de terror ou no escuro. O significado é menos literal, é jogo que poucos conheceram, seja por estratégia de marketing ruim ou apenas porque não conseguiu fazer sucesso mesmo. Pois é, Terminei Guardian Heroes que é a sinônimo de jogo obscuro.

Como é obscuro vamos a um minimo resumo: Guardian Heroes é um game de hack n' slash com elementos de RPG. Foi desenvolvido pela Treasure e publicado pela Sega em 1996 para Sega Saturn, depois relançado com gráficos melhorados para XBox 360 em versão digital, com direito a adição de modo online. 
Aqui com os gráficos bunidos melhorados HD estiloso e da hora.

A versão que terminei foi a do XBox 360 que comprei a pouco em uma promoção muito da boa por apenas 2 Golpes e Meio PT (que não vale nem R$1,00) na XBox Live.
Mas é possível jogar com os gráficos originais que são bacanudos também.
Eu consegui chegar a um dos muitos finais possíveis, o mediano (porque eu sou um merdia). Por falar em vários finais, aqui que chegamos a parte interessante do jogo. Aqui a cada trecho você terá escolhas de diálogo (no estilo Mass Effect manja?), dependendo da escolha que você fizer, tudo muda, você poderá tornar personagens aliados ou inimigos, ir ou não a estágios e modificar totalmente o rumo da história e final. Aqui é que chegamos a parte interessante da coisa pois mesmo hoje em dia, você pega um jogo com promessa de escolhas, as suas escolhas não modificam quase nada no contexto da história (estamos vendo seus truques furados Telltale), sendo que a principal promessa do jogo é essa parte, criar sua história. Aqui temos um jogo em 2D, com jogabilidade simples, de 1996, mais de 20 fucking anos atrás (gente que nem era nascida naquela época hoje já pode trepar), que cumpre essa promessa de maneira magistral, sem ser chato, acredite a história é bem legal.
Porém, e sempre chegamos a um porém, esse não é um jogo fácil, você tem um numero limitado de continues, pode upar seu personagem (os pontos para upar não vem de XP, depende da fase que passou e as escolhas que fez) mas apenas vai permanecer mais forte enquanto seus continues durarem, levou game over, volta a ser um pinto mole, brocha e virgem. 
Samuel Han, cavaleiro porradeiro.
São quatro personagens iniciais para escolher, depois é possível desbloquear outros, eu consegui terminar com o Samuel Han, o cavaleiro equilibrado padrão dos jogos hack n' slash. Todos personagens tem golpes e magias especiais, tendo uma barra de mana que é essencial para alguns e nem tanto para outros, no caso o Han entra no nem tanto. 
Enfim, é um puta jogo que infelizmente poucos conhecem mas se você tiver um Sega Saturn e for retrô gamer pode modificar isso e jogar... ou se tiver um XBox 360 ou One pode gastar bem menos comprando essa versão HD.

30 setembro 2017

Rock & Literatura: Saga O Senhor Dos Anéis (Lord Of The Rings)-J. R. R. Tolkien (Parte 18)

Muita coisa passou e estreou por aqui desde a ultima parte que fizemos do Rock&Literatura que foi a parte 17 da saga O Senhor Dos Anéis. Como eu to lendo O Silmarillion, volto a escrever sobre esse mundo incrível que cada um consegue tirar algo diferente como inspiração.

Então, bora a apreciação da boa arte gerada por ótima arte:

Earendil: A coisa já fica séria começando pelo nome da banda que é o nome de um personagem do Silmarillion. A banda é de El Salvador, país da América Central, que nós daqui de baixo damos a miníma, e as letras são cantadas em espanhol embalado por um metal sinfônico bem legal. Dragon Negro tem como referencia (pelo menos pelo que dá a entender) Glaurung, o Pai dos Dragões, que foi criado por Morgoth (esse personagem do bem que mora nos corações de quem curte o bom e velho metal extremo) na Primeira Era da Terra Média;

Vanyar: E já que citamos o nosso querido Morgoth na banda anterior, bora a uma homenagem a esse grande Valar que é um humanista cheio de boa vontade para com seus contemporâneos. Claro que quem homenageia Morgoth só pode ser uma banda de black metal, Vanyar é uma banda do Reino Unido que toca um black metal tão obscuro e sujo quanto ela. Aqui a coisa é totalmente underground e independente, assim como Morgoth. Esse som nos traz a saga de Melkor no caminho de se transformar em Morgoth;

Egaheer: O inusitado é sempre mais gostoso, e aqui nós temos uma banda de black metal, naquele estilo mais atmosférico, cantando em polonês idioma mãe da banda. Klucz do Angmar, em tradução do Google Tradutor, quer dizer Chave de Angmar e Angmar, para quem vergonhosamente não sabe, é um reino obscuro, tome essa descrição como boa;

Virgin Steele: Os americanos que tem mais de 30 anos de existência (vergonha de você que não conhece) que apesar de tocarem heavy metal, aqui eles homenagearam o reino elfico de Lothlorien com uma musica instrumental suave e bela, igual a Liv Tyler;

Destrier: Para fechar vamos a uma banda obscura que de tão obscura é da Austrália. Destrier lançou apenas duas demos do mais puro death metal e em Ringwraith os caras falam, de maneira brutal e crua como um bom death metal deve ser, sobre os Espectros do Anel.

28 setembro 2017

Hoje Eu... Li: Bioshock Rapture

Como vai vocês? Bem ou mal lá vamos nós.
Hoje Eu... li Bioshock Rapture, um livro que expande a história da trilogia de jogos Bioshock. O livro é escrito por John Shirley, um autor e roteirista com os dois pés nesse mundo nerd que tanto amamos. Lançado em 2011, o livro expande (como já disse e estou começando a acreditar que talvez as vezes eu me repita) a história nos traz informações que não constam no jogo, pelo menos em detalhes, exemplo, como Andrew Ryan conseguiu construir Rapture.
Eu estou no inicio do inicio do livro mas já simpatizei bastante com ele, é bem escrito e fala exatamente o que eu queria saber: quem é Andrew Ryan e o que o guiou a ser o que ele é. Nos jogos não temos esse aprofundamento no personagem, ainda mais por conta de que não somos muito próximos dele em nenhum dos jogos da série.
Aqui consegui ver a origem desse personagem e isso me fez simpatizar ainda mais com ele. Desde quando joguei o primeiro Bioshock, pela primeira vez, eu simpatizei com a idéia geral do Andrew Ryan, criar uma cidade onde todos realmente seriam livres, onde ninguém poderia ser limitado por ninguém, é algo justo. Por mais que possa parecer errado, e claro que é, pois essa falta de limites pode trazer riscos aos mais fracos, isso também pode torna-los mais fortes por outro lado.
John Shirley, o autor que escreveu o livro.
O caso é que não apenas as limitações que a sociedade impõe as pessoas com talento impulsionaram Ryan, a crueldade humana foi um grande combustível, sendo que aqui estamos na exata época da guerra fria, logo após a Segunda Guerra Mundial, onde duas cidades foram dizimadas por bombas nucleares. No livro Ryan chega a averiguar em duas fotos o horror de Hiroshima e Nagasaki.
Rapture, a cidade tema.
O que quis dizer aqui, depois desses rodeios todos, é que a história desse livro e dessa saga de jogos é bem corajosa pois deixa claro o quanto a humanidade é hipócrita e desumana, ninguém liga para ninguém mas todos querem limitar os talentos dos outros, seja com justificativas religiosas ou moralistas (muitos exemplos estão sendo demonstrados aqui no nosso Brasil varonil, onde ninguém respeita lei alguma, mas todos querem ser donos de uma moralidade imbecil e hipócrita), sendo que na primeira oportunidade que tem podem desejar a morte e qualquer coisa bárbara ao próximo. Porém, mesmo tentando fugir disso tudo, acabamos percebendo que não há fuga pois a maldade está encrustada em nosso DNA.

24 setembro 2017

(Mute) 5 Minutos - Batman (TurboGrafxs-16/PC Engine)

Hoje vamos a mais um gameplay super maneiro de jogo véio e old-school (sim eu sei o que eu fiz, era parte da piada mas antes que você venha me xingar é melhor se explicar). 
O (Mute) te traz 5 Minutos de Batman, jogo bem legal lançado pela Sunsoft para o TurboGrafx-16/ PC Engine em 1989. Para te atualizar melhor fique sabendo que esse jogo foi um dos vários lançados pela Sunsoft inspirado no filmaço do Tim Burton para o Morcegão. Por mais que possam falar da trilogia do Cavaleiro Das Trevas, o filme mais fiel ao personagem foi o do Tim Burton. 
Esse jogo, apesar de ter o mesmo nome dos demais Batmans, tem um estilo totalmente diferente deles e isso o torna mais atraente ainda, praticamente sexy. Aqui a pegada é um pouco Pac-Man, com um tanto de stealth (nas primeiras gerações o stealth era nesse nível tá). Aqui não há muita frescura, é apenas jogar, sem textos, cutscenes ou coisas do nível, apenas sair por aí bancando o Batman.

22 setembro 2017

Hoje Eu... Li: Get Jiro!

O mercado de HQs (histórias em quadrinhos pros mais detalhistas ou gibi para os mais promíscuos) foi o que primeiro sofreu com o problema da industrialização. Coisa que agora já está atingindo o mercado cinematográfico e já tomou conta do de games (tomar no cu Call Of Duty). As gigantescas Marvel e DC são as principais culpadas disso e estão ganhando parte da culpa do que está acontecendo no cinema também. Quem ainda tem paciência para ler HQs acaba sendo inundado por um tsunami de mais do mesmo de heróis que por mais que passem por fases e mais fases, nunca são transformados de fato.
Por conta disso, dificilmente hoje em dia leio HQ, salvo uma ou outra exceção. A exceção chegou e o nome dela é Get Jiro!, uma graphic novel escrita por Anthony Bourdain, um chef, escritor e apresentador de TV, com ajuda de Joel Rose que é roteirista, jornalista e escritor. A arte ficou a cargo de Langdon Foss que tem uma arte que me lembrou um pouco George Pérez pelo nível de detalhamento de cenários e tudo mais com um traço sem muita frescura.
Hoje Eu... li Get Jiro! e senti o mesmo prazer que senti antigamente lendo HQs do Batman, Homem-Aranha, Hell-Boy, Justiceiro, Spawn, Sandman, Demolidor e também graphics novels que prefiro nem citar. Com um diferencial que poucas das que citei tem, humor negro e critica social da boa.
To demorando além do tempo esperado pra ler essa HQ porque esse tipo de arte me faz viajar, amo ficar prestando atenção a caralhada de detalhes que é possível encontrar em cada página. Ah não posso deixar de citar nessa parte da arte algo que esse desenhista conseguiu, tornar comida desenhada apetitosa, é serio, em dada parte, quando um cozinheiro francês está preparando um prato, deu uma vontade danada de comer aquilo, quase mordi a tela do celular... Sim estou lendo em versão digital, me processe... mentira, processa não.
Viu, abre o apetite.
A história é o tiro na sua cara. Resumindo sem vergonhamente, em um futuro não tão distante, a comida vira a principal estrela de tudo. Não há outro entretenimento se não ir a restaurantes, os chefs são estrelas e se formam máfias, a da alta gastronomia e dos veganos. A cidade onde se passa a história é dividida em duas, a parte rica com seus restaurantes granfinos com reservas que podem chegar a anos de espera e o subúrbio com comida de rua, restaurantes de comida estrangeira e fast-food. Nesse subúrbio que estão os gordos. Tambem nesse ambiente de subúrbio que Jiro, o personagem central que dá nome a HQ (dãããããããã), abre seu restaurante de comida japonesa pra vender Sushi... esperava que um restaurante japonês ía vender o que?! Bife e feijoada?! Queria que você fosse no restaurante do Jiro para ele te decapitar por essas blasfêmias.
Dois lados da máfia culinária.
Enfim, ao terminar de ler, fiquei maravilhado com essa bagaça. É um tapa na cara dessa moda culinárica, escrita com aval do de um chef. Vemos sob a visão de um cozinheiro esse pessoal que vai ao restaurante da moda, não respeita a comida, nem ao menos entende como essa comida funciona mas faz tudo isso apenas para se aparecer, postar no Instagram uma foto do prato, fazer checkin no Facebook para seus amigos verem e Twittar pro mundo saber. 
Desejo uma decapitação rápida assim pra você.
Pra mim, esse pessoal que vai a algum lugar por moda, seja restaurante, cinema, show ou passeio, são o que torna o lugar uma merda. Não prestam atenção as coisas, desrespeitam as regras e nos fazem repensar o porque que não podemos assassinar alguém. 
Tatuagem da Yakuza, porque o cara é do bem.
Lógico que a HQ vai muito além dessa critica em sí e tem muito mais, basta prestar atenção. Porém queria apenas falar disso aqui. Falar que li e que você também deveria ler.

20 setembro 2017

Superhex.io Você Vai Se Divertir Com Essa Simplicidade

Hoje vos trago uma dica de game, melhor dizer, ou mais coerente seria dizer, indicação de game. Aqui corrijo até a correção da minha correção. O game que venho por meio desse post lhes indicar é o Superhex.io, um jogo de navegador que você vai conseguir jogar em qualquer lugar que tenha um computador com internet (coisa um tanto quanto obrigatória para um computador).
O jogo é todo jogável com mouse, sendo assim é bem intuitivo e não exige nenhum equipamento. 
Aqui você controla um ponto com uma cor definida pelo jogo. Você vai direcionando o caminho que esse ponto vai percorrer com a seta do mouse, para onde você colocar a seta o ponto vai seguir, simples assim.  O ponto vai deixando uma linha de rastro, fechando círculos ou outras formas geométricas com essa linha você fecha um território. Dentro desse território seu ponto é imune a outros pontos e não fica nenhuma linha de rastro, já que a linha é da mesma cor do território. 
Entendido até aqui crianças? 
Muito bem, vocês todos vão ganhar estrelinha de premio, menos você do fundo, vai ganhar bolinha preta de demérito, seu bosta!
Continuando, as partidas são online (por isso que te falei que precisa ter internet no computador) e mesmo nos horários mais mortos você vai encontrar pelo menos umas 20 pessoas em partida. Essas outras pessoas estarão tentando ganhar o mesmo território que você e conseguirá ficar na frente na partida quem tiver mais território e matar mais jogadores. 
Deixe-me explicar como que mata outros jogadores, pois essa parte deixa as coisas bem interessantes. Lembra da linha que fica de rastro do seu ponto? Ótimo que você está prestando atenção no Tio aqui e não está seguindo o exemplo daquele merda do fundo que expulsei da sala. Se um outro jogador cortar essa linha de rastro sua, você morre. Se outro jogador fechar território sobre o seu, você perde território pra ele. Se você bater na sua linha de rastro, é suicídio, se seu ponto se chocar com o ponto de outro jogador, os dois vão pro saco mas caso isso aconteça dentro do seu território, ele vai pro além sozinho e vice vessa.
A durabilidade de cada partida pode ser de 10 segundos a uma hora, depende muito das suas habilidades e ganancia. Se você tenta ganhar território muito rápido, vai facilitar sua defloração. 
O legal é que tudo é muito rápido aqui, morreu, aperta em jogar de novo e pronto, já vai. Mais rápido que muitos jogos multiplayer AAA. 
O único problema são as propagandas, que as vezes são em vídeo pra encher ainda mais nossas paciências mas mesmo assim é um bom modo de passar o tempo no serviço, por exemplo. Sim tenho jogado bastante isso no meu trabalho e minha sorte é que o viado do corno filho da puta de arrombado do meu chefe não está lendo isso. Caso esteja lendo, é brincadeira chefinho lindo do meu S2.
Então é isso meus alunos cheirosos, o sinal está preste a bater, sendo assim vejo vocês na madrugada em alguma partida desse joguinho sem vergonha de divertida.

18 setembro 2017

Evanescence Lança Musica Nova, Um Passo Ao Pop

Em maio desse ano o Evanescence havia anunciado seu álbum novo por meio de um vídeo lançado nas redes sociais pela vocalista Amy Lee. Nesse vídeo a cantora descreve como será o álbum, o que fez muito fã torcer o nariz pro material que vinha sendo ainda trabalhado.

Entre muitas explicações ela deixa claro que iria tirar todas as guitarras e bateria das musicas, as orquestrar e em cima disso colocar batidas eletrônicas. Isso tudo em musicas que já existem da banda e em algumas novas também. No caso ela deixa claro que isso não quer dizer que sejam remixes das musicas já existentes e sim devem ser vistas como refeitas. 
Desde então alguns detalhes desse tal álbum, que está mais para projeto, foram sendo soltos, entre eles uma versão do grande sucesso da banda, Bring Me To Life, que nessa nova roupagem virou praticamente uma musica pop. 

A dois dias a banda liberou uma nova musica, Imperfection, um som que é exatamente o que se podia esperar após o prometido, orquestração simples misturado com batidas e melodias eletrônicas com uma letra até que interessante.

Tudo isso dividiu as opiniões dos fãs, alguns acharam um absurdo esse direcionamento da banda, outros não curtiram mas entendem esse tal álbum como projeto e nem ligam e outras acham até que legal e há ainda outros que se drogaram demais para opinar.
O Evanescence sempre usou esses dois elementos na sua musica, tanto orquestração como batidas eletrônicas, talvez esse tenha sido o motivo que tornou a banda mais famosas que outras bandas góticas, se é que posso considerar essa banda assim. 
Mas já que coloquei essa banda como gótica, falemos do publico gótico que torceu o nariz para essa banda desde os primeiros momentos, ficando escandalizados e saindo as ruas em protesto contra cada citação á banda como góticuzinha.
Como já falei mil vezes e nunca me repito, eu costumo divagar e fugir do assunto, sendo assim aqui retorno ao que queria dizer... 
O Evanescence sempre foi uma banda vista como sendo a vertente mais pop do metal gótico (vai ter fã do estilo vomitando sangue e ódio por conta dessa descrição), porém, por mais odiada, ou detestada, ou repudiada, ou marginalizada, ou repugnada, ou renegada, ou rejeitada, ou repelida, ou recusada, ou abominada, ou antipatizada, ou seja lá qual sinônimo que se pode usar aqui, Amy Lee e seus companheiros eram vistos como uma banda de metal. 
Com esse lançamento, fica claro que a banda quer desbravar outros horizontes, e pelo estilo dessas músicas fica ainda mais claro que esse horizonte é o pop. As musicas são muito acessíveis para quem curte cantoras pop, como Adele por exemplo. Isso não quer dizer que é ruim, tampouco bom, significa que o mercado de rock não anda muito vendável para uma banda com maior apelo comercial escolher novos caminhos para continuar a ter venda e sucesso do mesmo tamanho.
Quando falo em apelo comercial, pense no mercado da musica, uma caralhada de pessoas trabalhando por traz da banda para definir o rumo de sua carreira, pequisa de mercado e o caralho a quatro. Esse povo todo está deixando claro que novos rumos devem ser tomados se quiserem continuar lucrando alto, claro que geralmente esses executivos por traz de bandas mainstream quase nunca acertam e álbuns como esse acabam se tornando sinônimo de ruim mas vale pela coragem da banda em tentar lançar algo diferente, mesmo que esse diferente vá em total contra mão do que elas fazem parte.

16 setembro 2017

Hoje Eu... Ouvi: Collection - R.E.M.

Que tal estrearmos mais um quadro? Esse quadro é o Hoje Eu... e será simples e direto, tratarei aqui sobre algo que apreciei no dia e que todos merecem tomar conhecimento. Para isso que serve um blog, certo?
Claro que estou certo, a unica vez que errei foi quando acreditei estar errado. Eu sei, um erro grave.
Para inaugurar saporra falarei do ultimo CD que coloquei no tocador e que inclusive ainda está lá, pois muito provavelmente o ouvirei um pouquinho mais amanhã. O ultimo post aliás foi escrito com esse CD de trilha sonora. 
"Ora mas que CD é esse?" Você me pergunta e eu te pergunto se não leu o titulo do post.
Essa foi a melhor imagem que achei da capa do CD pela internet, o que prova que é true isso aqui.
Collection é um lançamento não oficial do R.E.M., contando com uma coletânea dos clássicos da banda em versões ao vivo com uma boa qualidade de gravação, o que impressiona vindo de um lançamento não oficial.
Por falar em não oficial, ultimamente está muito fácil encontrar uns bootlegs bem legais por aí. Pequenos selos estão dando seus pulos para licenciar shows de grandes bandas para vender, ou em CD ou em DVD, por preços bem camaradas. A qualidade da gravação geralmente é boa, porém nem sempre é o caso do resto do produto, as vezes a mídia é de má qualidade, a impressão da capa é ruim e até o case que ajuda a degradar tudo ainda mais rapidamente.
No caso do Collection o case é um envelopinho, o que só ajudou ao CD vir riscado, mesmo quando lacrado. Eu cortei esse envelope e tratei de colocar em um case de CD para não destruir a porra toda de vez.
Não sei como foi a compilação das musicas pois não são do mesmo show, mas estão todas com o mesmo nível de qualidade. Todas musicas mais famosas da banda você pode encontrar aqui, pelo menos até alguns trabalhos mais velhos dela, sons como Imitation Of LifeLosing My ReligionMan On The Moon e I Took Your Name ganharam uma roupagem bem lecal ao vivo, ficando de certa forma mais cruas e rock n' roll. 
Finalizando, esse CD eu comprei por uns 7 Reals no Walmart, quando estava apenas procurando por porcaria para comer. R.E.M. não era das minhas bandas preferidas mas por ter os principais sons, sendo que alguns deles são incontestáveis, e um preço inegavelmente ótimo, comprei. Ao ouvir, descobri que a qualidade da banda vai muito além do que eu imaginava e isso foi uma grata surpresa pois assim pude ficar com um CD onde posso ouvir todas as faixas várias vezes com muito prazer. 

15 setembro 2017

Terminei: Contrast

Hoje quero começar um novo quadro aqui, porque é sempre bom ter algo novo para escrever e ler também. O novo é o que recicla o mundo pois muitas vezes esse novo é apenas o antigo repaginado mas mesmo assim é novo e nos dá novo ar. Enfim, aqui neste post começo o Terminei, quadro onde falarei dos jogos que eu for terminando, ou zerando, depende muito de como você chama o ato de chegar ao fim de um game. Eu quando era mais jovem chamava de salvar, isso na época dos consoles de 8 e 16 bits, depois foram surgindo novas tecnologias e salvar virou outra coisa...
Se apronta pro novo inicio.
Tenho que parar com essa mania de me deixar viajar e focar no assunto principal mas essa maneira retardada de escrever faz parte de mim, sendo assim pega no meu pau. Só pra rimar. 
A idéia desse novo quadro não é fazer um Review do jogo pois já temos esse quadro no blog, a idéia é fazer um texto falando da experiencia do jogo que acabei de terminar e registrar em algum canto essa façanha gostosa de safada que é terminar um game.
Para inaugurar o Terminei escolhi um jogo que não terminei a pouco, de fato já faz um tempinho que o terminei mas como voltei a joga-lo nessa semana e fechei todas as conquistas dele, o escolhi. Contrast é o tal jogo. 
Um resumo rápido de Contrast é que ele é um jogo de quebra cabeça, onde você tem que ir resolvendo os puzzles (viu só, usei puzzles que é quebra-cabeça em inglês para não repetir quebra-cabeça demais no paragrafo) para conseguir prosseguir no jogo. Não há inimigos para matar, apenas muitos puzzles e uma ótima história. O jogo é indie/arcade, feito pelo estúdio Compulsion Games (que agora está famoso por estar trabalhando no jogo We Happy Few) com colaboração da Focus Home Interactive.
Por ser um jogo indie os gráficos não são lá aquelas coisas mas são bonitos e tem uma proposta que chuta a bunda de muito jogo ultra realista 4K do caralho a quatro por aí. Tudo aqui tem clima noir, remetendo muito ao jazz e cabaré.
Viu, Cabaret.
A sua personagem é muda, quem mais fala e te passa a informação do que deve ser feito é a menina Didi, que no inicio do game quer apenas ir a apresentação da sua mãe que é cantora mas a cada novo caminho que você vai abrindo para ela, mais vai percebendo o quão a vida dessa pequena é complicada por conta da família despedaçada a qual pertence. O que gostei nesse jogo é que tudo tem respostas mas nem sempre está na história, as vezes a resposta vem em colecionáveis, ou em mini-diálogos, ou até mesmo no cenário. Basta prestar atenção enquanto aprecia uma ótima trilha sonora a base de jazz puro. Não curto muito o estilo de musica mas aqui ficou foda, não há outra palavra para descrever.
Didi Mocó Colesterol Novalgina
O nome Contrast é por conta da sua personagem ter o poder de virar sombra, isso é 85% do que você vai fazer para passar dos puzzles. Usa-se a luz para criar as sombras necessárias para interagir com o cenário, é uma jogada muito inteligente dos produtores e que por incrível que pareça ganha até explicação no jogo.
Show da Mamis.
Como já disse em algum lugar mais pra riba, escrevo sobre o jogo porque consegui todas as conquistas dele e nessa parte é facinho de conseguir, basta prestar atenção ao que tem que fazer, sendo que algumas conquistas são até engraçadinhas como em uma que ao tentar entrar em um bar de adultos o jogo desbloqueia a conquista "Esse Não É Esse Tipo De Jogo" em uma tradução sem vergonhamente livre. Falando em traduzir, infelizmente tudo está em inglês aqui, o que é muito bom para você ir treinando os seus "the book is on the table" e aprendendo mais do idioma universal.
La Familia.
Finalizando, Contrast, que foi um game que comprei em uma promoção da XBox Live onde paguei uns 5 Reals se mostrou uma grata surpresa pois me prendeu a ponto de jogar e rejogar para entender todas nuances e conseguir todas as conquistas. Uma experiencia curta de fato mas rica e é como dizem, os melhores perfumes vem nos frascos menores.
Conquistas fáceis, obaaaaaaaaa!